De entre infantis, juvenis, documentários, ficção, romances, biografias, culinária e outros géneros, são vários os livros que, a partir de hoje e até domingo, estão à venda no Largo Ribeiro do Amaral, na cidade de Oliveira do Hospital, no âmbito da terceira edição da Feira do Livro. Maria Alice Gouveia, autora de “Pais Desumanos”, foi a escritora local convidada para participar na abertura do certame organizado pela Câmara Municipal e Agência de Desenvolvimento Integrado da Tábua e Oliveira do Hospital.

 

Feira com livros para todos os gostos até domingo

Imagem vazia padrãoNum total de nove expositores, as livrarias da cidade marcam presença na feira do livro, a par das editoras representadas. Destaque para a participação do Clube Europeu da Escola Secundária de Oliveira do Hospital que também participa no certame, com a venda de livros antigos, ti-shirts e outros adereços com o objectivo de – como explicou a professora Célia Lourenço – angariar fundos para a viagem que o clube pretende realizar ao Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Sob condições meteorológicas que se adivinham favoráveis, a variedade de livros convida “Oliveira do Hospital a Ler”, numa iniciativa vista pelos expositores como “positiva” quer para a divulgação das livrarias, quer para o incentivo à leitura.

Momentos após a abertura, a feira não passava indiferente aos olhares dos populares que já iam vagueando pelo Largo Ribeiro do Amaral. A expectativa é de que a adesão seja positiva, sobretudo no sábado. Assim pensa Maria Alice Gouveia que, convidada pela organização e pela papelaria Coelho Marques, participa no certame onde mantém à venda o livro editado em Dezembro pela Papiro Editora “Pais Desumanos”.

Imagem vazia padrãoAo correiodabeiraserra.com a escritora de Aldeia Formosa considerou a sua participação “importante”, quer para a sua própria divulgação – confessa-se uma “autora desconhecida” – quer para a incentivar os outros a ler. “Temos hábitos de leitura muito fracos”, notou, sublinhando que “mesmo que as pessoas não comprem, é importante o contacto com os livros”.

Aos 50 anos de idade, Maria Alice Gouveia lamenta o vício generalizado pela televisão e convida à leitura. Ainda recorda que, durante a juventude, era através dos livros que “viajava até lugares desconhecidos”. Para a escritora, é importante que o hábito de escrever e ler comece de tenra idade, e por isso, é de opinião de que quer as escolas, quer os pais habituem as crianças a escrever contos e a ler. “Aos meus 12 anos, uma professora ordenou que, no período de férias, escrevêssemos um conto com 25 páginas”, relatou, lembrando que todos fizeram o trabalho. O gosto pela escrita – prosa e poesia – é de sempre, mas as vicissitudes da vida só agora lhe permitiram a dedicação total às letras. Nos Estados Unidos da América editou “The Donatos”. Diz-se defensora de uma “escrita fácil e simples”, porque entende que é eficaz na captação de novos leitores. “As pessoas desistem de ler um livro porque se perdem na história”, referiu.

Actividades até domingo

Até domingo, 15 de Junho, estão previstas várias actividades dirigidas à comunidade escolar e população em geral. Destaque para a participação do contador de histórias Jorge Serafim, da sessão de autógrafos com as escritoras Madalena Santos e Olívia Santos, bem como para os recitais de poesia e actuações musicais previstas para cada um dos dias. “Vamos todos cumprir…para acidentes prevenir”, é o título do livro da educação pré-escolar que na noite de sexta-feira, pelas 21h30, será apresentado na Casa da Cultura César Oliveira.

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