“Feira do Porco e do Enchido”, o evento de Meruge que convence tanto executivo como oposição de Oliveira do Hospital

Os responsáveis da Junta de Freguesia de Meruge e da Associação de Desenvolvimento do Vale do Cobral (ADSCVC) não têm tido tempo livre nos últimos dias. Andam atarefados, trabalhando afincadamente para que a 13ª edição da Feira do Porco e do Enchido de Meruge, no próximo dia 8 de Novembro, não desiluda as muitas centenas de pessoas que fazem questão de visitar a localidade nesta altura. O objectivo é manter a onda de crescimento que se tem registado ao longo dos anos e que lhe valeu o reconhecimento como um dos eventos mais importantes do concelho de Oliveira do Hospital e “um acontecimento impar no panorama gastronómico e turístico da Beira-Serra” que já carece de um orçamento cujo valor se situa entre os 20 e os 30 mil euros. No entanto ninguém parece considerar o investimento mal empregue. Tanto o executivo da autarquia, a qual contribuiu com 9 mil euros, bem como toda a oposição. Esta chega a afirmar que o evento até merecia mais “em vez de serem desperdiçadas verbas em ‘festinhas’ sem qualquer retorno”.

“No ano passado era tanta gente que quase não se podia andar. Este ano esperamos ainda mais pessoas”, conta com satisfação Aníbal Correia, o autarca local, que promete não desvirtuar os princípios que estiveram na origem deste evento. O objectivo continua a ser enaltecer o papel dos “porqueiros” no meruge1desenvolvimento económico da localidade. “Já temos uma imagem de marca. É claro que vamos sempre inovando aqui e ali, mas o fundamental mantém-se: Promover os produtos locais e regionais e uma gastronomia impar. Como o inimitável ‘Arroz de Suã’, um verdadeiro pitéu, o ‘Porco no Espeto com Arroz de Feijão’, os ‘Torresmos à Moda de Meruge’, feitos à fogueira em caçoila de barro, a ‘Feijoada à Moda de Nogueirinha’ ou os enchidos amanhados por mulheres de mãos artífices e paladares apurados”,sublinha Aníbal Correia que quer evitar alguns mal entendidos como os que ocorreram no ano passado, quando as autoridades foram chamadas por se encontrarem carros mal estacionados e acabaram por fazer uma operação stop às portas da festa. Um facto que acabou por causar aborrecimentos a muitos condutores.

Este ano, o autarca irá tentar estabelecer contacto com a GNR local, trocar informações para que tudo corra pelo melhor. “Vou fazer tudo para que exista um bom entendimento”, frisa Aníbal, prometendo muita animação e mesmo menus mais suaves para os estômagos mais sensíveis. “Mas não menos tradicionais” faz questão de sublinhar. A título de exemplo atira a possibilidade de encomendar uma Bôla de Carne, de Bacalhau ou de Sardinha ou adquirir simplesmente uma Broa de Milho e aprender a arte de “tender” ali, ao vivo, no recuperado Forno Comunitário ou utilizar as fogueiras e caçoilas de acesso livre na Feira, para confeccionar a sua própria refeição.

Uma festa popular é assim. Uma festa popular não dispensa a aposta na música e na cultura popular. O meruge3Grupo Profissional de Teatro “Vivarte”, que anualmente escolhe um tema de Teatro de Rua, vai este ano representar no espaço da Feira “Cenas e Apontamentos da Vida de José do Telhado”, figura mítica de bandoleiro, famoso por roubar aos ricos para distribuir pelos pobres. Como tal, pelo palco natural do Terreiro do Santo e da Lage Grande vão passar as lutas ‘encarniçadas’ entre as tropas régias e o bando do José do Telhado, espectáculos de feiras oitocentistas com a colaboração da Associação dos Jogadores de Pau da Guarda. Mesmo os duelos de honra por afronta política marcam presença. “Tudo encenado e representado com o rigor da época, a experiência, a arte dramática e a comicidade únicas do Vivarte”, explicam os responsáveis.

Quem preferir a música, pode mais atentamente apreciar os “Bombos e as Adufeiras do Paúl”, Covilhã, o “Grupo de Concertinas e Cantadores ao Desafio do Minho”, ou os “insuperáveis” “Fonte da Pipa”, de Arzila, Coimbra. O “FanfarraKaústica”, grupo de metais, considerado como o melhor do género que existe no País, também prometem animar o evento.

Uma centena de barraquinhas, para além do prato forte dos enchidos, prometem oferecer variedade e qualidade de artesanato, de licores, de doçaria tradicional, de queijos e de produtos da agricultura familiar. Depois existe a Mostra do Porco Bísaro, os Passeios de Burro (só para crianças), os palhaços, malabaristas e saltimbancos. Nem os amantes das caminhadas foram esquecidos e podem inscrever-se no Passeio Pedestre a realizar pelas 8h00. “Para começar bem o dia”, rematou Aníbal Correia.

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