Férias? Algarve e a custos controlados…

A região Algarvia continua a ser bastante apetecida para fugir à rotina e ao stress de um ano de trabalho. Uma realidade a que também se assiste no concelho de Oliveira do Hospital onde, pese embora os efeitos da crise, os oliveirenses não se privam do gozo de férias, fazendo-o porém de “forma mais controlada”.

Ir de férias para o Algarve continua na moda. Seja pelo simples gosto por aquela região situada a sul de Portugal, seja por razões economicistas, os oliveirenses continuam, na maioria, a organizar as suas férias tendo o Algarve como destino. Associada está, porém, uma calendarização fortemente condicionada pela instabilidade meteorológica, mas também pelo orçamento das famílias que, fruto da crise, se tem revelado cada mais insuficiente. Que o diga Cristina Loureiro, da agência Almeida Viagens que ao correiodabeiraserra.com destacou a preocupação tida pelos clientes que, por norma, optam por “um consumo controlado de férias”.

Aquela profissional na área das viagens fala em particular na “necessidade” que os oliveirenses têm em sair de casa e gozar férias mas de “forma consciente”. “Os clientes adaptam as férias ao seu bolso”, comentou Cristina Loureiro, valorizando o facto de quem procura a Almeida Viagens “não ter por hábito recorrer ao crédito para ir de férias”. “O cliente que viaja paga a pronto adaptando o destino à sua carteira”, constatou aquela especialista em viagens, informando ainda que por regra a duração média dos pacotes de férias se centra nas sete noites, com o preço a ter uma correspondência direta com o nível de qualidade oferecido pelas unidades hoteleiras.

O estrangeiro não poderia ficar esquecido, até porque as ofertas são diversas e quase para qualquer parte do mundo. Mas como – e não estivesse o país numa altura de crise – as ofertas para as Ilhas Canárias, Baleares e para Cabo Verde têm tido bastante adesão, visto oferecerem uma boa relação qualidade/preço. E porque quem vai, quer conhecer algo mais do que ficar cingido a uma unidade hoteleira ou resort, estes últimos destinos oferecem uma panóplia de programas diversificados, para que os turistas possam conhecer a realidade sócio cultural e natural envolventes.

Quanto à antecedência com que se compram férias, a mesma depende do destino. No caso dos cruzeiros nacionais – no Douro, por exemplo – ou internacionais, explica Cristina Loureiro, o início do ano é a altura em que se começa a vender este tipo de produto. Já para estadias em hóteis/resorts, tal acontece mais a partir do mês de março.
Apesar da antecedência ser um factor que em muito pesa no preço final a pagar, o facto dos operadores poderem lançar campanhas chamadas de last minute, faz com que ainda haja um público que prefere esperar pela última da hora para escolher o seu destino e marcar as suas férias, por forma a obter preços mais atrativos.
Os destinos de índole cultural, como circuitos de cidades imperiais por exemplo, por serem mais caros, têm vindo a ter menor procura, reservando-se a um público mais limitado.
À compra de destinos turísticos, tem-se associado nos últimos tempos a compra de passagens aéreas para a Europa, nomeadamente para a Alemanha. Uma realidade que, como constata Cristina Loureiro, é vivenciada por um público mais jovem, que sem oportunidades de emprego, parte na esperança de trabalhar além-fronteiras. Contrariamente, a Almeida Viagens assiste à diminuição de venda de pacotes de lua de mel, devido ao decréscimo do número de casamentos.

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  • Brix Brax

    Excelente noticia, bem estruturada e informativa, muito boa redacção, muito boa construção frásica. Parabéns, cumpre todos os requisitos e ainda por cima escrita em bom português.