Fernando Brito quer Paulo Rocha fora da Eptoliva

“A única solução que o senhor presidente da Câmara tem é de demitir, imediatamente, o director executivo da Eptoliva e presidente da Adeptoliva”, afirmou hoje, em jeito de desafio o advogado oliveirense, Fernando Brito.

Em conferência de imprensa convocada com o objectivo pôr a claro alguns assuntos da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e Eptoliva, Brito colocou em cima da mesa uma panóplia de matérias que, segundo disse, o têm vindo a afectar pessoal, familiar e profissionalmente, desde que tiveram início os processos internos do PSD.

Tomando sempre por base as posturas que, especialmente desde Abril de 2006, têm vindo a ser adoptadas pelo presidente da Câmara, Mário Alves, e pelo seu vice-presidente, Paulo Rocha, pormenorizou e centrou grande parte da sua atenção no caso Eptoliva, que acabou por resultar na sua suspensão, no último mês de Janeiro.

Recordando que foi a partir de Abril de 2006 que Paulo Rocha se fechou ao diálogo com o então docente da escola profissional, Fernando Brito desfiou esta tarde um conjunto de situações que classificou de persecutórias à sua pessoa e que passaram pela instauração de processos disciplinares, com base numa suposta falta injustificada, incumprimento de deveres e até falsificação de documentos.

“Em 17 anos de escola nunca tive nenhuma falta e nenhuma situação em que tivesse infundadamente exercido os meus direitos”, assegurou, hoje, o docente da Eptoliva que recordou o episódio ocorrido no dia 5 de Janeiro como a “situação mais grave” pela qual passou.

Brito referiu-se em concreto à “humilhação pública” de suspensão das suas funções de professor.

“Isto é extremamente humilhante e, nunca, ninguém me tinha feito esta habilidade”, frisou Fernando Brito, desafiando Alves a demitir Rocha dos lugares que ocupa na escola profissional, já que – como referiu – “situações bem menos graves ocorreram com o doutor Jaime Martinho”.

“Estes dois cidadãos não têm perfil para o lugar que ocupam”

Defensor da “cidadania da verticalidade” e “não da subjugação e da dependência”, Brito que insistiu na vitimização ao nível pessoal, familiar e profissional, foi mais longe ao considerar que “estes dois cidadãos (Mário Alves e Paulo Rocha) não têm perfil para o lugar que ocupam”.

Particularizou o episódio ocorrido entre um dos proprietários do Supermercados Irmãos Gonçalves e o presidente do município, nomeadamente o contacto telefónico mantido entre ambos e ouvido por Fernando Brito.

Sublinhe-se que as alegadas afirmações de Alves: “isso é um reles advogado; podias escolher melhor; é o advogado de causas perdidas, isso é um gajo que não presta para nada; muda de advogado”, conduziu Brito a apresentar uma queixa-crime contra o presidente do município.

Contudo, hoje mesmo, o advogado convidou Alves a revelar o conteúdo dessa conversa, com a garantia de que, se o fizer, retirará a queixa. “Que diga a verdade”, desafiou.

 Afastado da política, como referiu, o antigo vereador de César Oliveira colocou hoje em cima da mesa o caso da não de atribuição de subsídios à ARCED e o resultado da participação que Brito fez à Inspecção Geral da Administração do Território sobre essa “discriminação negativa” aos campeões distritais.

Também o caso das obras da Liga de Amigos de Meruge e as alegadas ilegalidades em matéria de licenciamento estiveram em cima da mesa, com Brito a reportar-se ainda a uma série de episódios decorridos e que envolviam seus familiares directos .

“O que pretenderão estes dois senhores?”, questionou Fernando Brito que, por várias vezes também desafiou o presidente da Câmara Municipal a mostrar a carta que o próprio lhe endereçou sobre vários assuntos ocorridos após Abril de 2006.

“Na carta dizia-lhe que se não respondesse às minhas questões, sujeitava-se a eu ir para a comunicação social dizer isto. E, esta é uma das razões por que estou aqui, para fazer cumprir a minha palavra”, explicou.

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