Festa da Castanha de Aldeia das Dez quer ganhar dimensão nacional

Na freguesia de Aldeia das Dez está tudo a postos para a Festa da Castanha que se realiza no próximo fim de semana, no Santuário de Nossa Senhora das Preces. Na 12ª edição, elevam-se as expectativas com a organização a querer fazer da festa um “evento de dimensão nacional”.

Junta de Freguesia de Aldeia das Dez, Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e Rede das Aldeias do Xisto sentaram-se, esta tarde, à mesma mesa para apresentar a 12ª edição da Festa da Castanha que vai ter lugar no próximo fim de semana naquela freguesia.

Setenta stands já têm presença assegurada na Festa que, no domingo, dia 17 de novembro, deverá atrair inúmeros visitantes ao emblemático espaço do Santuário de Nossa Senhora das Preces, onde a Junta de Freguesia assegura também a venda de castanha “de qualidade e em quantidade” colhida, unicamente, nos soitos da freguesia. “Não há aqui castanha importada”, assegurou há instantes o presidente da Junta, Carlos Castanheira, dando também como certa a presença na festa do tradicional carrinho de venda de castanha assada e de um stand de refeições com o propósito de bem acolher a esperada enchente de visitantes.

Expectativas elevadas em torno do certame que são também corroboradas pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que atendendo à forma como o evento se tem vindo a consolidar desde o da sua estreia, em 2002, pretende que o mesmo ganhe “dimensão nacional”. Um caminho que José Francisco Rolo entende que está facilitado pela adesão de Aldeia das Dez à Rede das Aldeias do Xisto (Adxstur), situação que permite a integração do evento no programa turístico e cultural que é disponibilizado por aquela estrutura. “A Adxtur tem os canais e capacidade para lhe dar dimensão nacional”, reconhece José Francisco Rolo.

“ Que venha gente de Coimbra, de Viseu, que venha gente de todo o Portugal”

A três dias do arranque da Festa, o vice-presidente da autarquia lança o convite “a todos os que gostam de ofertas turísticas do interior e que procuram o Portugal autêntico e de sonho” para que visitem a Festa da Castanha onde lhes espera uma “experiência única e genuína”. “Que venha gente de Coimbra, de Viseu, que venha gente de todo o Portugal”, sustentou o responsável garantindo estar preparado um programa “rico e vastíssimo”, alicerçado nos “valores e marcas da Rede das Aldeias do Xisto”. Rolo destacou em particular a realização, no sábado, de caminhadas e a inauguração da Loja da Rede das Aldeias do Xisto na até aqui desativada e emblemática Casa do “S”, destinada à venda e degustação de produtos endógenos. Ainda no sábado, o programa convida à animação cultura no Solar Pina Ferraz, também conhecido por “Casa da Obra” que desde o ano passado se tornou num “anfiteatro” com reconhecidas condições acústicas para realização de espetáculos. O espaço que no ano passado foi invadido pelos sons do Jazz, dá este ano lugar ao “Fado ao Centro”, em parceria com a Rede das Aldeias do Xisto. Para a mesma noite, o programa reserva o “tradicional magusto”. “Venha e descubra. Aqui é a porta Norte da Rede das Aldeias do Xisto”, insiste José Francisco Rolo centrando elevadas expectativas na dinâmica que o programa reserva para domingo, em Vale de Maceira, no Santuário de Nossa Senhora das Preces.

Para além de sublinhar o facto de a castanha reinar no certame em “qualidade e quantidade”, a vereadora da Cultura na autarquia oliveirense realça a preocupação tida pelo novo executivo da Junta de Freguesia em brindar os visitantes com um programa rico no que à presença de grupos culturais diz respeito . “A parte etnográfica não está esquecida”, sublinha Graça Silva que do mesmo modo, considera “uma mais valia” a parceria com a Rede das Aldeias do Xisto e que possibilita que a feira “seja um marco da região e um marco nacional”.

“Este evento enriquece as propostas da Rede das Aldeias do Xisto”

Uma presença que a Adxtur entende “pertinente” por encontrar em Aldeia das Dez e na Festa da Castanha uma razão para motivar a visita de gente da região e do país à freguesia. “Este evento enriquece as propostas da Rede das Aldeias do Xisto”, afirmou o coordenador da Adxtur, Rui Simão, aludindo igualmente à inauguração da loja das Aldeias do Xisto, da qual passarão a fazer parte produtos de qualidade da freguesia e do concelho de Oliveira do Hospital e “que muito têm enriquecido o portfólio alimentar da Rede das Aldeias do Xisto” desde que o município passou a ser a entrada Norte da Rede. A merecer o regozijo do responsável está também a “devolução da Casa da Obra, o Solar Pina Ferraz, a Aldeia das Dez. “No ano passado constatei que houve pessoas que estavam nas lágrimas por há mais de 30 anos não irem àquele espaço”, contou, realçando o empenho da Câmara Municipal em colocar o espaço num “brinco”.

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  • Marta Castanheira

    “… “Não há aqui castanha importada”, assegurou há instantes o presidente da Junta, Carlos Carvalheira,…” É Carlos Castanheira, e não Carvalheira….

    • Adjunto de ordens

      Mas houve quatro mil euros para a “festança”. Por aqui, é tudo à grande…Se falar fizesse calos…

  • mesinha de cabeceira

    “não há aqui castanha importada” ,de estranhar… já que eucaliptos, acácias e ailanthus não dão castanhas e são as árvores que mais povoam e circundam a aldeia das dez (bem como todo o concelho). Não sei como se querem criar estas iniciativas e expandir se nada têm de atractivo relacionado com a nossa biodiversidade, cultura e identidade (quase destruidas). Estar em Portugal ou na Austrália é igual, faça-se ‘a festa do koala’

    ”A folha do castanheiro
    Amarela cai ao chão;
    Muita menina se perde
    Pela sua presunção.

    Castanheiro dá castanha
    Dá castanha sequer uma
    Para dar ao meu amor
    Já há três dias que jejua.

    Castanheiros sem ouriços
    Que castanhas pode dar?
    E um pobre sem dinheiro
    Que amor pode tomar?

    No alto daquela serra
    Tem meu pai um castanheiro.
    Que dá castanhas em Maio
    Uvas ferrais em Janeiro.”