Foral de Avô

Festa dos 500 anos procura recriar cenário da entrega do Foral Manuelino a Avô

“É preciso saber de onde viemos, para saber para onde vamos”. Esta parece ser a máxima que António Rodrigues Gonçalves pretende despertar como coordenador das comemorações dos 500 anos da Carta de Foral atribuída à vila de Avô, que se iniciam hoje e se prolongam até domingo. O Foral, recorde-se, foi atribuído no ano de 1514 (12 de Setembro). “Esta é uma data importante e com as comemorações espero motivar algumas consciências para a grandeza que esta localidade teve. Espero que depois disto, não só os avoenses, mas também outros, passem a interessar-se mais pela história”, conta. O programa foi traçado a pensar nisso mesmo. Principalmente, o cortejo medieval, de domingo, que procurará reproduzir, o melhor possível, como foi entregue o foral a uma vila que, hoje, é considerada uma das mais belas localidades portuguesas, tendo sido escolhida para capa do livro de arte As Mais Belas Aldeias de Portugal.

O cortejo conta com cerca de 100 figurantes, trajados a rigor. Um cavaleiro, como acontecia na época, chega com o foral. Este é lido e entregue às autoridades. “Será um cenário que abrirá as mentes, se não todas, pelo menos algumas, para a relevância deste acto”, conta António Gonçalves, lembrando que Avô tem uma importância de tal maneira histórica que deveria ter outra exploração em termos de turismo. “O rio Alva foi durante mais de 100 anos o local onde se debateu a segunda fronteira do reino. A primeira tinha sido no Douro. Mas, nesta linha, os confrontos prologaram-se por um século”, frisa, adiantando que na época Avô tinha uma população de 800 pessoas contra apenas 80 de Oliveira do Hospital.

António Gonçalves fala com grande paixão da história. Explica facilmente o que levou D. Manuel a reformular os forais. Refere que naquela altura as terras estavam entregues à igreja e aos nobres. O povo vivia como que escravizado, daí que, refere, quando vinham os mouros, pouco se importava. “Escravos por escravos, tanto lhes davam. Não valia a pena morrer a lutar por aquilo que não era uma escolha. Por isso, o Rei entregou a terra ao povo que, desta forma, tinha uma forte razão para lutar. A posse da terra era sua e agora a guerra era pela defesa da sua propriedade”.

Os forais surgem com o objectivo de sistematizar a governação local. D. Manuel I nomeou uma comissão que, durante duas décadas, procedeu à recolha de toda a documentação existente – Privilégios e antigos Forais – e reformulou-a, segundo uma certa sistematização, o que fez com que os chamados “Forais Novos” fossem quase idênticos, assegurando uma certa unificação. No seu reinado, foram reformulados 596 forais, reunidos nos “Livros dos Forais Novos”. A reforma prolongou-se entre 1495 e 1520, abrangendo cerca de 570 concelhos. Só no actual concelho de Oliveira do Hospital foram atribuídos 12 (Seixo da Beira, Oliveira do Hospital, Lagos da Beira, Ervedal da Beira, Lagares da Beira, Lourosa, Avô, Nogueira do Cravo, S. Sebastião da Feira, Bobadela, Penalva de Alva, e Vila Pouca da Beira).

Os forais eram determinantes, como explica António Gonçalves, para assegurar as condições de fixação e prosperidade da comunidade, bem como o aumento da área cultivada, devido às maiores liberdades e privilégios aos seus habitantes. É que o Foral tornava um concelho livre do controlo feudal e a população ficava directa e exclusivamente sob o domínio e jurisdição da Coroa. Garantia ainda terras públicas para o uso colectivo da comunidade, regulava impostos, pedágios e multas e estabelecia direitos de protecção e deveres militares dentro do serviço real. Em 1832, Mouzinho da Silveira extinguiu os forais.

Um livro para lembrar a importância histórica de Avô

Além da simulação da entrega do Foral, outro dos momentos marcantes será sábado o lançamento do livro “O Foral de Avô de 1514 e o seu Contexto Histórico”, precisamente da autoria Rodrigues Gonçalves. Um documento que, segundo o autor, tem a particularidade de “interpretar e clarificar o que é o foral de Avô em concreto”. Rodrigues Gonçalves reserva a última parte do livro a Avô, analisando-o ao pormenor, com o objectivo de dar a conhecer às gerações actuais o sentido do documento, os direitos e deveres que são conferidos à vila e aos seus habitantes. “É um documento inédito que dá a conhecer o que o foral dizia e que ninguém conseguia perceber”, afirma o autor, realçando a importância da vila na região. “Este foral mantém as mesmas prerrogativas, ou seja, mantém as liberdades todas que o povo tinha, o que não acontecia noutros concelhos vizinhos, onde não tinham estatuto de pessoas livres”, conta Rodrigues Gonçalves no seu livro.

 

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  • Copista

    O “três dedos”, agora promovido a presidente da AM, sim, porque há quem não olhe a meios, servindo-se da profissão da companheira, ela sim , a autora, copiando o que outros escreveram, prestando-se a este vergonhoso plágio, lá vem, debitando, como se fosse um poço de cultura progressista. Afinal, não passa de um fiel serventuário, tentando, pela mentira, o lugar a que, em condições normais, jamais atingiria. Se dúvidas houver, ele, até tentou, pelo voto directo, ser presidente da AM. Debalde, não conseguiu..! Vai daí, qual Maquiavél,”os fins justificam os meios” …Isto é, conseguiu pelo golpe baixo, o que os eleitores nunca lhe deram..! Já repararam como ele e o séquito Socialista até se esforçam por ter razão..? Pedantes..! E, este “copista”, que nunca conseguiu libertar-se do ser “latoeiro” anda a dar-se ares de intelectual……até quando? Dr: deixe-se de ser uma fraude..! Se não “vendesse a alma ao diabo”… alguma vez deixava de ser latoeiro? Aguardo a sua resposta..Se conseguir, explique-me como consegiu “bater aquela porta”, dizendo que era “um homem livre e de bons costumes”..! Há tanto doutor mandando, em gente com inteligência, que às vezes fico pensando, que a burrice é uma ciência”..!

  • Acho que sim

    Acho que sim. Descobrir bem de onde se veio e para onde se vai. Fazendo muita festa, aumentar menos a água, fazer caminhos para todos e não só para os eleitos do PS.Acho que é tempo de fazer uma profunda reflexão. Falar de forais e emancipação e produzir a “magna carta” Regimento da AM, que produziu, dá uma credibilidade do “catano”..,Mas pronto.Tem gente para tudo…Espero que o Rolo, o Nuno Ribeiro e o Ricardo não se esqueçam de publicar no facebbok.O Carlos Mendes a “chapar” e o presidente a pôr lá no Álbum do facebbok,isso, já dou como certo!!! Autarcas modelo!!!

    • Ai “querida”, ai “querida”

      Do facebook do presidente, o que gostei foi da fotografia da “querida”

  • António Lopes

    O Folha do Centro e, dizem-me, a Centro TV, voltaram a dar-me us “carinhos”..! Entre tantos “terás”, se de jornalismo se tratasse, podiam dar o direito ao contraditório,ouvindo a parte contrária.Claro que não estamos a falar de órgãos de comunicação Social. Todos sabemos o que são e como sobrevivem. De facto há muito há salarios em atraso.O problema é que, por formação,somos contra o despedimento.O normal é quando as empresas dão prejuizo encerrá-las.Não o fazemos.O CBS sempre deu e dará prejuizo.Recusamo-nos a ser avençados e ser vozes do dono.Quanto às razões de facto, troquei alguns mails com a jornalista acerca da linha editorial, que estava a ficar parecida com as do burgo.Como dizem os livros que escrever é ser do contra e que o dever do bom jornalismo é escrutinar o poder, todo opoder, foi isso que se pediu e pede, a todos quantos trabalharem no CBS.Aliás sempre foi essa a linha editorial. António Lopes não precisa de ninguém para expôr o que pensa, como aqui se está a fazer.Enviámos, até, o relato de uma conferência organizada por uma universidade e o sindicato dos jornalistas onde se discutiu o que era o jornalismo.E dissemos;É isto que eu defendo como linha editorial.Repito:”escrever é ser do contra.” O dever de um jornal é escrutinar o poder.Todo o poder. E assim é assim sera,no CBS, como em qualquer jornal digno desse nome..E foi isto que foi transmitido, por escrito. Assumo. Escrever à medida das necessidades da barriga, deixamos para outros.Quanto à falta de dinheiro, depois da falência do Espirito Santo, vale o que vale. Contudo voltamos a afirmar que os encomendadores de notícias me devem, no conjunto, 232 mil euros mais uns juros.Nos dias de Assembleia costumam lá estar, todos, em funções.Se andam tão preocupados e se lhes repugna tanto, paguem.Escusava de andar a passar estas vergonhas de não pagar os salários o que, de facto, me custa muito.Sendo que não foi por causa dos salários que se deu a rotura.como atrás se explica.E mais não digo, por agora…

    António Lopes

    • Vão dar noticias para o Biafra

      Então a CentroTV, diz que não conseguiu chegar à fala com o Sr António Lopes? Eles não têm o seu email, o seu facebook ou o seu nº de telemóvel? É que eu só para testar tentei, e fui atendido., o que prova que são uns aldrabões que servem o domo, e o dono é quem lhes paga, e quem lhes paga é a câmara.

    • avalizador

      Sr. António Lopes;

      O Sr devia andar louco. Então passava uma carta de conforto à miúda para ela poder avalizar no “BES” no novo.