Filipe Camelo é o novo presidente dos Municípios de Montanha e pretende criação de nova geração de fundos comunitários para estes territórios

A Secção dos Municípios de Montanha da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), criada em 1995, da qual faz parte o concelho de Oliveira do Hospital, vai ser liderada pelo presidente da Câmara Municipal de Seia, Filipe Camelo. O autarca foi eleito na segunda-feira para o cargo de topo da instituição e tem como um dos seus objectivos reafirmar a necessidade da criação de uma nova geração de fundos comunitários para estes territórios.

A estrutura engloba 68 concelhos, os quais apresentam no seu território zonas montanhosas, e terá como vice-presidentes os autarcas das Câmaras Municipal de Boticas e de Ribeira de Pena, sendo vogais os líderes dos Municípios de Gouveia e de Góis. Este departamento da ANMP, recorde-se, tem por objectivo definir, de forma conjunta, estratégias de crescimento e desenvolvimento sustentável, nomeadamente, através da valorização da riqueza natural e paisagística, de modo, a promover a criação de emprego e travar o despovoamento.

“Seia tem vindo, ao longo dos últimos anos, no quadro da sua participação na Associação Europeia dos Eleitos de Montanha, a reafirmar a necessidade da criação de uma nova geração de fundos comunitários para estes territórios, tendo em vista combater os seus problemas específicos, bem como os desequilíbrios provocados pelo fomento dos investimentos públicos nas áreas metropolitanas, desfavorecendo o Interior e, em particular as regiões montanhosas”, explica uma nota do município de Seia.

Filipe Camelo acredita que as instâncias europeias têm dado sinais no sentido de se valorizar os recursos destas regiões, através da criação de fundos específicos, públicos e privados, que favoreçam a sua conservação e alavanquem as economias locais. O autarca mostra-se igualmente convencido que existe hoje a consciência de que a litoralização do grande investimento público, em termos de infraestruturas e equipamentos, realizado nas últimas décadas, tem esvaziado a capacidade de desencadear no Interior processos de desenvolvimento, nomeadamente nas regiões de montanha e de baixa densidade populacional.

Os 68 concelhos que fazem parte da Secção dos Municípios de Montanha da Associação Nacional dos Municípios Portugueses

Camelo

 

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