1. “Ricardo Rodrigues é um dos melhores deputados da Assembleia da República, tem servido de forma exemplar o nosso projecto político e tive já a oportunidade...

Fitas!

… de lhe exprimir a minha solidariedade”. Esta afirmação foi proferida aos jornalistas pelo presidente do grupo parlamentar do PS na Assembleia da República, Francisco Assis, a propósito do inqualificável acto praticado pelo seu colega de bancada, Ricardo Rodrigues, que – pura e simplesmente – se apropriou dos gravadores digitais de dois jornalistas da revista Sábado quando estes o entrevistavam.

Assis justifica a sua posição, dizendo tratar-se de “um gesto que qualquer um de nós poderia ter num momento de reação a quente e dominado por um sentimento de profunda indignação pelo tipo de interrogatório a que estava sujeito”.

Pergunto eu: será que Francisco Assis também considera que quando foi agredido em Felgueiras por apoiantes de Fátima Felgueiras, o que estava em causa era uma atitude que “qualquer um de nós poderia ter num momento de reacção a quente”?

Assim vai o PS, solidário, e a fingir que não vê. Como alguém disse, neste caso, a frase era exemplar, mas no plural: “obviamente, demito-os”.

2. A venda do antigo balcão da Caixa de Crédito Agrícola de Oliveira do Hospital – cujos pormenores estão relatados nestas páginas do Correio da Beira Serra – é um processo muito pouco transparente e que em nada abona aquela instituição de crédito, que insiste em se degladiar na praça pública. A

Caixa tem mais de três mil associados e, num negócio desta natureza, só tinha um caminho a seguir: deveria tê-lo publicitado convenientemente – conforme aconselham as boas práticas –, e aberto um período para apresentação de propostas através da chamada base de licitação.

O que é que a administração, que sabe que a sua presença na CCAM de Oliveira do Hospital é tudo menos pacífica, fez? Vendeu ao primeiro interessado e já nem quis ouvir mais ninguém. Está mal! E tem consequências!

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