“Foi uma grande honra e enriqueceu-me muito estar à frente da Concelhia do PS durante oito anos”

José Francisco Rolo prepara-se para deixar a liderança do PS de Oliveira do Hospital. Impossibilitado de se voltar a candidatar, o socialista também entende ser hora de o partido “iniciar um novo ciclo com outras pessoas”. Carlos Artur Maia deverá ser o socialista que se segue na liderança da estrutura concelhia.

Com a limitação de mandatos a dar ‘uma ajuda’ à intenção manifestada há dois anos de não se voltar a candidatar ao lugar, José Francisco Rolo dá como certa a sua saída da liderança do PS de Oliveira do Hospital. “Ao fim de quase oito anos este é o momento de se iniciar outro ciclo com outras pessoas”, afirmou ao correiodabeiraserra.com o ainda líder do partido, que assim reforça a importância de se abrir caminho a “uma nova liderança e a outras formas de ser e de estar na política”.

Com isto não pretende José Francisco Rolo fazer um avaliação negativa do trabalho feito nos últimos oito anos. Pelo contrário, regista, “foram mais as alegrias, do que as tristezas e mais os sucessos do que os insucessos”. “Foi uma grande honra e enriqueceu-me muito estar à frente da concelhia do PS durante oito anos”, clarificou José Francisco Rolo, notando que para tal foi determinante o bom relacionamento que sempre existiu no seio da estrutura concelhia.

“Trabalhei com um grupo de pessoas que não esteve atrás de mim, mas sempre ao meu lado”, fez questão de sublinhar o ainda dirigente partidário que, encara aquele forma de estar, como a grande responsável pelo “triunfo” autárquico que se veio a verificar.

Em concreto, José Francisco Rolo destaca o ambiente de “entusiasmo” partilhado por todos os elementos da Comissão Política , entre os quais reinava a convicção de que “era possível dar um novo rumo a Oliveira do Hospital e ter um projeto ganhador”.

Um desejo que se viria a cumprir nas autárquicas de 2009 e que em setembro passado alcançou dimensão maior, com o PS a conquistar uma “maioria confortabílissima”. “Esta Comissão política deixa o PS à frente da Câmara e da Assembleia e é poder em quase todas as Juntas de Freguesia”, constata com orgulho o destacado socialista, que justifica o sucesso alcançado com o “trabalho sério e discreto feito todos os os dias e sem grandes parangonas e exuberâncias” e com abertura do partido ao concelho, possibilitando a “envolvência de centenas de cidadãos”, contribuindo para “enriquecer e valorizar o partido e para as vitórias autárquicas”. Neste domínio, Rolo destaca a “relação fraterna” desde logo mantida entre o PS e os candidatos à Câmara e Assembleia, José Carlos Alexandrino e António Lopes, bem como os candidatos às juntas de freguesia.

Valores e formas de estar que José Francisco Rolo espera que se venham a manter no seio da estrutura concelhia e para cuja liderança se perfila o socialista Carlos Artur Maia. Uma liderança, que passível de ato eleitoral que deverá acontecer em meados de dezembro próximo, colhe o “apoio e solidariedade” do ainda presidente da estrutura. “É um autarca e político experiente e de grande combatividade”, regista José Francisco Rolo, notando que o nome de Maia é consensual no seio da atual Comissão Política, não se prevendo o aparecimento de uma lista concorrente.

“Neste momento, respira-se um ambiente de grande união, coesão e partilha de responsabilidades, pelo que acredito que será feita uma lista de convergência”, afirmou José Francisco Rolo.

Ainda que de saída da liderança, o dirigente esclarece que o momento “não é de abandonos”, pelo que apesar de centrar o grosso das suas atenções nas responsabilidades autárquicas que assumiu por força do resultado eleitoral de 29 de setembro, assegura estar disponível para continuar “a colaborar com tudo o que a próxima Comissão Política entender”.

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  • Zé Manel

    Engraçado, isto de ser outra pessoa integrante da Maçonaria a liderar a CPC.

  • Erasmo de Roterdão

    A Maçonaria gosta de ter os melhores…é crime..?

    • Zé Manel

      O Miguel Relvas e o Fernando Nobre que o digam, não é?

    • Carlos Gouvia

      A maçonaria só por ela própria, já é um crime!

  • Erasmo de Roterdão

    Tudo respeitáveis opiniões..! Por haver 17 mil Portugueses presos, já somos todos criminosos? E os meus amigos conhecem a história da Maçonaria? Pois, não tenho qualquer duvida em afirmar que o melhor da nossa sociedade, nos últimos 200 anos, passou pela Maçonaria.Não vão ser meia dúzia de oportunistas que por lá andam que vão destruir esse património.Por haver uns padres que envergonham a igreja, não ofuscam a grande obra que esta realizou e realiza. Mas pronto.A ralé do costume, tem que bolsar…

    • Zé Manel

      O pior cego é aquele que não quer ver. Que os oliveirenses assistam passivamente a esta vergonha. A Maçonaria é responsável pelo tráfico de influências e troca de favores que tem havido em governos que, nos últimos 40 anos, vira e mexe, deixam tudo igual.

  • Erasmo de Roterdão

    Anda atrasado “Zé Manell”. D.Miguel dizia que foi a Maçonaria que o deitou abaixo..É possível.Fez a revolução Francesa e deitou abaixo muito rei.Não obstante, D.Pedro IV era Maçon.D.Luis, consta que também.O Duque de Saldanha e o de Loulé, consta que também e que terão sido os obreiros do fim da monarquia. Como vê, anda muito atrasado.Volto a repetir que o melhor do País, tem passado por lá.Vai ter que as roer..!

    • Zé Manel

      Parece-me que o atraso aqui não é meu. Quem está a falar de séculos há muito passados é o Erasmo. Ninguém deve negligenciar os feitos do passado, mas a história do concelho escreve-se hoje, com estes maçons de meia tigela.