“Fomos traídos pelos actuais dirigentes”

… Comissão Política Distrital ao escolher o nome de Mário Alves para candidato à Câmara Municipal.

“Foi ultrapassado o que estatutariamente rege a vida do partido”, refere o presidente José Carlos Mendes que também já endereçou uma carta à líder nacional do partido, em que repudia a atitude de Manuela Ferreira Leite em não se reunir com a estrutura local ,e ao desprezar os compromissos assumidos pelos seus antecessores.

“Fomos traídos pelos actuais dirigentes”, sustenta o presidente da Comissão Política local, solicitando à presidente do partido que, até à próxima quarta-feira, dê conta da sua intenção de homologar, ou não, a decisão tomada pela Distrital.

Depois de um período marcado pela contenção nas intervenções, José Carlos Mendes irrompeu – em nota de imprensa enviada ao correiodabeiraserra.com – com acusações contundentes, dirigidas à actuação do recém-eleito líder da Comissão Política Distrital que – como adianta – manifestou à estrutura concelhia durante a pré-campanha, “inequivocamente a sua disponibilidade para respeitar os estatutos e a vontade expressa pela CPS”.

O que, agora, a estrutura concelhia lamenta é que “numa atitude inqualificável”, Pedro Machado “ deu o dito por não dito, não honrando a sua palavra e desrespeitando por completo a decisão da CPS de Oliveira do Hospital e sufragada pelos militantes no dia 12 de Abril de 2008, apresentando um candidato da sua conveniência”.

“Os militantes não são respeitados e impera o corporativismo e o pagamento de favores”

“Sentimos que neste partido há um défice democrático”, adianta o PSD local, denunciando uma situação, em que “os militantes não são respeitados e impera o corporativismo e o pagamento de favores”.

Rejeitando pactuar com estas atitudes, a CPS liderada por Mendes, que lembra o percurso de hostilização e desprezo de que foi alvo por parte das estruturas distritais e nacionais, chega à constatação de que “pelos vistos, as bases apenas servem para dar e manter o poder a um punhado de sedentos pelo poder, que se julgam detentores desse privilégio”.

Discordante do poder instituído, que “não permite o aparecimento de novas ideias”, que “marginaliza ou até aniquila” quem tem a “ousadia” de apresentar novas propostas, o PSD liderado por Mendes assegura que vai “dar resposta a estas atitudes”.

“Não vamos defraudar aqueles que em nós acreditaram”, garante o presidente local do partido, sem deixar de denunciar que “a ética nunca esteve presente nestes políticos, que não honram os princípios e os valores da verdadeira social-democracia”.

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