Fontanários de Alvôco das Várzeas relançam polémica da água

Fontanários de Alvôco das Várzeas relançam polémica da água

Os deputados eleitos pelo CDS-PP para a Assembleia de Freguesia (AF) de Alvôco das Várzeas,  garantiram ao CBS que na última reunião do órgão máximo da freguesia, o presidente do executivo local disse que o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital lhe deu “um lamiré de que não tem interesse em arranjar a verba para a resolução do problema dos fontanários, porque o interesse da Câmara Municipal é vender água e não oferecê-la”. A resposta terá surgido a uma pergunta de Raquel Campos Alves sobre o não funcionamento dos fontanários da localidade, tendo o autarca apelado mesmo ao contributo dos populares para se encontrar uma forma de resolver o problema. O presidente da Junta de Freguesia garante que estão a deturpar as suas palavras e que em nenhum momento afirmou que José Carlos Alexandrino lhe terá dito tal coisa. “Isso foi algo que eu depreendi”, explicou ao CBS, Agostinho Marques.

O deputado da AF eleito pelo CDS-PP, António Cruz, garante que está surpreendido com aquilo a que assistiu e disse ao CBS que “para alguém que apelou na campanha que era tudo pelas pessoas, esta medida vai contra tudo o que anteriormente foi dito”. Raquel Campos Alves sublinhou que colocou a questão por entender que mesmo em termos de turismo a situação é extremamente desagradável. “Quando um turista passeia pela aldeia e vai a um fontanário e aquilo nem uma gota de água deita”, referiu, adiantando que na sessão o autarca referiu que já tinham averiguado quais os problemas relacionados com os fontanários. “Então questionei porque é que não se avançava para a resolução do problema. Foi então que surgiu aquela resposta”, sublinhou. Os deputados acrescentam ainda que Agostinho Marques referiu que o presidente da autarquia disse também que a Câmara “estaria eventualmente a pensar aplicar as mesmas medidas em todos os fontanários do concelho”, frisaram os elementos do CDS.

O presidente da Junta de Freguesia de Alvôco tem uma versão completamente diferente. Garante que quando falou do encerramento de todos os fontanários estava a aludir a uma história que lhe foi transmitida por um dos seus antecessores e que o autarca da altura era Mário Alves. “Já sobre os fontanários, quando lhe falei na verba para os recuperar, José Carlos Alexandrino disse que não havia dinheiro. Nunca me disse que não financiava ou que financiava. Mas teve um sorriso que eu entendi como um ‘lamiré’ de que não estava muito sensível para encontrar as verbas. O que é compreensível do ponto de vista dele porque a Câmara tem ali água para vender e não vai estar a financiar água gratuita”, frisou Agostinho Marques, sublinhando que o caso os fontanários são um problema da Junta de Freguesia .

A Assembleia de Freguesia contou com muitos populares, grande parte deles interessados em saber “quando será concretizada a promessa há muito feita de reparar a estrada da Tapada”, com um dos elementos presentes a chamar a atenção para uma declaração do actual presidente da Câmara Municipal, numa inauguração no Parente, na qual “anunciou que aquela estrada iria ser uma prioridade, assumindo mesmo que a iria fazer”. O mesmo interveniente voltou a trazer à baila o polémico alcatroamento da estrada que dá acesso à quinta do deputado José Ferreira: “Será esta uma prioridade maior?”. Agostinho Marques defendeu-se dizendo que tem feito muita pressão junto da Câmara Municipal, dizendo mesmo que a oposição deveria unir forças com ele para fazer a estrada. Perante estas palavras os deputados do CDS-PP responderam que “este não deveria empurrar o trabalho que lhe compete e para o qual foi eleito para cima da oposição”.

Ao Correio da Beira Serra, o autarca de Alvôco das Várzeas confirmou que tem pressionado o município para que aquela infra-estrutura seja construída. “Essa estrada é uma das nossas reivindicações e à qual temos todo o direito. Para mim é uma obra prioritária e vou continuar a bater-me por isso”, referiu. Agostinho Marques só teve conhecimento do alcatroamento da estrada de acesso à quinta do deputado do PS quando os trabalhos estavam praticamente concluídos. De resto, o presidente da autarquia pediu-lhe mesmo na última Assembleia Municipal desculpas por não o ter informado.

 

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  • Poeta

    Bota esses contadores a rodar, para mais um TACHO poder criar…

  • Mendes

    A agua é um bem precioso e os assuntos tratados em redor dela devem ser pensados, assim em minha opinião ” não basta ser antigo para ser vantajoso para o bem público”. os fontanários foram criados para colmatar a inexistência de uma rede publica de agua, facto que hoje em dia já não se verifica. Assim o que passou a acontecer foi a utilização dos fontanários para bens privados como a lavagem dos carros e a rega dos quintais, e dessa forma pagam todos para beneficiar só meia dúzia. Quanto aos turistas e lamentável haver resmas de excursões de turistas a morrer a sede em Alvôco de Várzeas. Acho muito bem que não financiem, são assuntos das juntas e não da Camara Municipal, a junta que arranje verbas, a charca existe, a rede de fontanários esta criada, a sua manutenção cabe as juntas de freguesia.

    • Alex

      os contadores da água também estão a rodar para o bolso aqui do amigo Mendes…

  • Adjunto de ordens

    “Mendes” Disseste bem.Os assuntos em reddor da água devem ser pensados.Muito.E tanto os pensaram que , em altura de crise, a aumentaram 67%.E continuaram a pensar bem pois vieram com o argumento bacoco que ainda é mais barata que outras. Sabemos que sim.O problema é quando de uma assentada,em nome da política de “TUDO PELAS PESSOAS” se lhes vai ao bolso desta descarada maneira.Quanto ao fecho dos fontenários, de tão miserável decisão, nem comento.

  • Miguel Narciso

    Não há dinheiro porque a cmoh tem investido e só agora começa o retorno!.
    Por exemplo: diz o ine que dentro de 10 anos, em ohp, somos muito poucos e só velhos; o Tóni Carreira comprou outro jaguar; em detrimento do investimento nota-se a qualidade financeira de alguns; e ainda está para vir aí mais fogo de pólvora sêca: vamos pertencer ás aldeias de portugal, que bom.
    Basta ver,!!
    Aliás, após ter ouvido o panisgas (q nada fez nada, nem faz, senão cortar a fita do trabalho desenvolvido pelo outro…): as aldeias do xisto (que são em granito), as aldeias do xisto, as aldeias do xisto, as aldeias do xisto, e as aldeias do xisto, isto…, e as aldeias do xisto, aquilo, e as aldeias do xisto aqueloutro.

    Aconselho todos os munícipes doutras freguesias a ir visitar Aldeia das Dez para ver o que acontece e aconteceu a partir dessa data…. Fogo-de-vista!!! É assim, os oportunistas passam de medíocres a excelências e as excelências a medíocres!

    Tudo está melhor! Podem perguntar à amiga do magro que já foi gordo, como é que passou de empresária falida a formadora IEFP!

    Que polvo!!! Parece a era do trócaste…