Fora de Jogo

1. A festa do futebol já arrancou com o Europeu, tendo a nossa Selecção demonstrado argumentos para fazer uma «boa prova. No primeiro jogo uma vitória por duas bolas a zero, mesmo assim peca por escassa. O que me convenceu foi uma exibição consistente quer do ponto de vista táctico, quer do ponto de vista físico.

2. Nós portugueses facilmente nos tornamos eufóricos na vitória ou uma derrota fará com que sejamos pessimistas. Sem dúvida que temos uma boa selecção, capaz de ombrear com as melhores do Mundo, mas numa prova deste tipo, qualquer dia menos bom pode custar a eliminação. E todos sabemos que há dias que por mais que se faça, as coisas não saem bem. Isso também acontece no futebol.

3. Há uma selecção que ainda há tempo goleou Portugal, num jogo de preparação para este Europeu e que hoje foi goleada pela Holanda. Estou a falar da Itália que é apenas a campeã mundial. Por isso o futebol não é nem nunca será uma ciência exacta. Quem é capaz de explicar que a bola bate na trave e vai para fora e outras vezes bate no mesmo local e entra. É futebol

4. Nas escolhas de Scolari não concordei com a convocatória de Petit, já que teve uma época para esquecer devido às lesões. E como se sabe este para jogar bem tem que ter um nível físico elevado para que possa jogar com as suas melhores armas.

5. Mas para contrariar a minha opinião Petit jogou muito bem contra a Turquia. Fez um jogo soberbo de raça na recuperação da bola e ainda a fechar os flancos, sobretudo o direito, quando das subidas do Bosingwya. Isto quer dizer que todos nós temos um pouco de treinador e também de seleccionador.

6. E a propósito de Bosingwa vou contar uma pequena história sobre este lateral direito que hoje é um dos melhores da Europa e por isso vai para o Chelsea. Era treinador do Oliveira na 2ª Divisão Nacional e tinha dois jogadores zairenses nessa equipa, que tinham nomes africanos e do quais já não me recordo.

7. O Álvaro Lima e os directores do Oliveira, penso que foi sobretudo o António Godinho, que trataram para que estes tivessem bilhete de identidade português, já que os pais deles eram da zona de Paranhos da Beira. E foi o Álvaro Lima que os “baptizou” com os nomes de António Silva e José Alves, já que os nomes zairenses eram difíceis de pronunciar.

8. Tanto um como o outro eram bons jogadores. O António Silva era um jogador tecnicamente mais evoluído que o José Alves, mas este era um jogador de uma raça extraordinária e tacticamente perfeito. Tinha um correr descoordenado.

9. Por vezes havia treinos de manhã já que a equipa era toda profissional. O António trazia o irmão pequenito com ele e chegava um bocado atrasado. E eu dizia-lhe: “António tens que chegar a horas e já sabes que o clube te vai multar”. Ele olhava para mim apontava para o puto e dizia: “professor eu chego atrasado porque o meu irmão mijou a cama, não me multe”.

10. Nunca tirei a limpo se o miúdo urinava a cama ou não. Esse miúdo que eu vos falo é Bosingwa que foi vendido ao Chelsea por três milhões de contos. Mas quando olho para o futebol dele parece-me que ele é uma mistura do primo José Alves e da técnica do irmão António Silva. Muitos oliveirenses se lembrarão destes dois grandes jogadores que passaram no nosso futebol oliveirense.

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