1. Nesta noite de segunda-feira, revejo a semana desportiva do concelho e nela sobressaem dois acontecimentos: a visita do Benfica (futsal) a Oliveira do Hospital, para disputar um jogo com a equipa local e o F.C.Oliveira do Hospital que ainda não conseguiu apuramento para os seis primeiros classificados, lugares que dão acesso às subida.

Fora de Jogo

2. O velho Pavilhão Municipal engalanou-se para receber os campeões Nacionais e o seu maestro, Ricardinho de seu nome. Foi um êxito a sua vinda e as pessoas presentes acharam que o espectáculo valeu a pena. Diria um grande espectáculo.

3. O jogo em si não era relevante. Relevante era ver as vedetas que a televisão mostra aos fins-de-semana e ver a força do nome Benfica, que é uma das marcas que mais vende. Foi isso que aconteceu em Oliveira.

4. A Escola da Cordinha e a Escola de S.Pedro de Alva disputaram na manhã de sábado, no mesmo Pavilhão, a Final do Campeonato Inter-Escolas do Distrito de Coimbra, passadas apenas umas horas, onde tinham estado os craques de futsal. Alguns dos meus alunos, que jogaram e que tinham ido ver o Benfica, diziam-me no sábado, que ainda haviam de jogar como os jogadores do Benfica.

5. E eu com alguma ironia dizia-lhes que bom seria se eles um dia jogassem como alguns jogadores do Oliveira, pois há alguns com muita qualidade. Não lhe disse mas pensei com os meus botões, que o Tiago, o João Caetano, o João Simões e o Júlio, podem não chegar ao nível do Ricardinho, mas podem jogar ao nível da 1ª Divisão, quando chegarem aos seniores.

6. Mas para isso acontecer, é preciso trabalhar muito, ter espírito de sacrifício e estar aberto à aprendizagem, onde não se possam prejudicar os estudos, mas onde forçosamente terão que ser sacrificadas as horas de lazer, para que um atleta possa ter performances elevadas e atinja um nível de excelência.

7. É por isso que eu penso que alguns nunca lá chegarão, não porque não tenham essas características, mas porque são influenciáveis por um meio ainda com uma mentalidade sofrível e por uma “escola de lazer”, onde há um caminho de facilitismo absurdo, que premeia os alunos que nada fazem, com progressões disparatadas, onde não se prima pelo valor do trabalho, do empenho e da dedicação.

8. Só para dizer que no referido jogo a Cordinha se sagrou campeã, num grande jogo de futsal entre as duas melhores equipas do distrito. Fomos nós que ganhámos como poderiam ter sido eles. É preciso que o Desporto Escolar seja encarado pelas Escolas e pela comunidade educativa, como um trabalho onde os alunos tenham exigência e rigor, na sua formação sustentada e integrada.

9. Penso que nesta área a Escola da Cordinha, assim como tantas outras que eu conheço, fazem um trabalho de grande qualidade, que se medem nos resultados obtidos. Por exemplo a Escola Secundária de Seia é um baluarte na formação de Voleibol, tendo hoje dois jogadores que partiram dali para o Benfica e que representam a Selecção Nacional.

10. Por vezes e na brincadeira quando os meus colegas de Português e de Matemática se queixam dos resultados nas suas disciplinas, eu com alguma ironia digo-lhes que “os alunos da Cordinha não podem ser bons em tudo”, apesar de na Escola do desporto serem incitados a trabalhar para que tenham boas notas a todas as disciplinas.

Qualquer dia falarei de como um dia sonhei a minha Escola…..

José Carlos

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