Formação profissional certifica e mantém desempregados ativos

Com o aumento dos despedimentos, têm valido aos desempregados a frequência de cursos de formação profissional em áreas diversificadas. Desvirtuados ficam porém os números do desemprego (1167 em outubro) já que aqueles formandos não fazem parte das estatísticas mensais do IEFP.

Dados referentes ao mês de outubro, dão conta de um total de 1167 desempregados no concelho de Oliveira do Hospital. Um número que dá como certa a subida do flâgelo do desemprego entre os oliveirenses no segundo semestre deste ano. Depois de ter fechado o primeiro semestre com 1103 desempregados, o concelho conseguiu em julho uma descida para os 1039 desempregados, retomando a subida em agosto (1123) e assim continuando em setembero ( 1137) e em outubro( 1167). Comparativamente com o período homólogo de 2012 (outubro) o concelho regista um aumento do número de desempregados na ordem dos 13 por cento.

Janeiro deste ano foi, até ao momento, o mês mais negro no que à trágica realidade diz respeito, tendo-se verificado um total de 1261 desempregado, assistindo-se porém a uma descida nos meses seguintes – fevereiro ( 1148), março (1123), abril (1095) e maio (1075) assistindo-se em julho a uma nova subida.

 Dos 1167 desempregados registados em outubro, 219 têm menos de 25 anos, 145 têm formação superior e 150 procuram o primeiro emprego

A ditar os números do desemprego que afeta de, igual modo, homens (581) e mulheres (586) tem estado o encerramento de várias empresas e a quebra nos negócios que para além de ditarem a extinção de postos de trabalho, limitam o acesso ao mercado de trabalho aos jovens que anseiam por uma primeira oportunidade de emprego. Dos 1167 desempregados registados em outubro, 219 têm menos de 25 anos, 145 têm formação superior e 150 procuram o primeiro emprego.

Números duros, mas que não atestam a real incidência do desemprego no concelho. A realidade acabará por ser bem mais trágica se, em linha de conta, se levar o grupo de desempregados , de várias faixas etárias que, frequentam cursos de formação ministrados pelo Centro de Emprego e Formação Profissional do Pinhal Interior e que não contam para as estatísticas do desemprego mensalmente divulgadas no site do IEFP.

Ainda que criticados por camuflarem a realidade do desemprego, os cursos de formação profissional têm contribuído para manter ativos os oliveirenses que se viram a braços com uma situação de desemprego, dotando-os até de certificação e qualificação profissional de que não dispunham. Assim acontece com o grupo de 12 jovens formandos que, desde 2012, frequentam o curso de Técnicas de Ação Educativa e que no final do próximo mês de abril vão obter certificado do 12º ano e certificado de Técnico de Ação Educativa.

“Aqui sentem-se úteis e, ao mesmo tempo, adquirem conhecimentos adicionais”, afirmou ao correiodabeiraserra.com a coordenadora do curso, Sónia Lamas, por ocasião de uma iniciativa que os 12 formandos tiveram oportunidade de levar a efeito no pavilhão municipal de Oliveira do Hospital e por onde passaram 180 crianças de várias instituições e salas de aula do agrupamento de escolas. “Ciências em casa”, “reciclagem criativa”, “arte e diversão” foram os vários ateliers recriados pelos jovens que “por qualquer motivo” não deram continuidade aos estudos e optaram por “tentar” ingressar no mercado de trabalho.

Uma tarefa que se tem revelado difícil para os formandos que, com acesso à certificação resultante da frequência do curso de técnicas de ação educativa, esperam vir a conseguir o desejado emprego. Para além da formação em sala de aula, aos 12 formandos tem sido dada a possibilidade de formação prática, integrando dois dias por semana, a equipa de auxiliares de ação educativa de salas de aula.

Para Sónia Lamas esta é uma forma de contornar o problema do desemprego que a muitos aflige, já que para além de manter os desempregados ativos, dá-lhes alguma esperança ao conferir certificados de qualificação que poderão abrir portas na procura de primeiro, ou novo emprego.

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  • Cursos Profissionais

    Os cursos financiados pelo IEFP são vistos por muitos como a última oportunidade para melhorar qualificações e aumentar probabilidades de ingressar no mercado de trabalho, no entanto, carecem de uma reformulação pois muitos deles não trazem qualquer mais valia tendo em conta o mercado de trabalho actual.
    http://www.topcursos.org/