Formandos do CNO receberam diplomas em clima de “morte anunciada”

 

A sessão teve lugar na Feira de Emprego, Empreendedorismo e Formação de Oliveira do Hospital e ficou marcada pelos lamentos à decisão do governo de não continuar a viabilizar o funcionamento dos Centros de Novas Oportunidades (CNO).

Ainda não há qualquer revés na decisão do governo de financiar os CNO apenas até 31 de agosto. A confirmação, em jeito de lamento, foi dada quer pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, quer pela coordenadora do CNO da Escola Secundária oliveirense na sessão de entrega de diplomas à nova vaga de 48 formandos que frequentaram o centro.

“Lamento que o CNO não continue, era uma questão de justiça”, referiu José Carlos Alexandrino que, apesar de algumas críticas a este tipo de certificação, reconheceu a importância daquele espaço como forma de reconhecer os saberes conseguidos ao longo da vida.

“Todos sabemos que a vida é a grande escola”, afirmou o autarca que louvou todos os que decidiram voltar à escola porque “nunca é tarde para aprender”.

Numa espécie de despedida antecipada, a coordenadora do CNO da Escola Secundária de Oliveira do Hospital apreciou o empenho de todos, quer formandos, quer formadores no decorrer de um “ano atípico com várias crónicas de morte anunciada”.

“Tivemos indeferimentos de financiamento e uma série de paragens e arranques”, frisou Cristina Borges, elogiando a capacidade de trabalho de todos em condições “adversas”.

Tal como já tinha adiantado a este jornal, a responsável voltou a apontar a data de 31 de agosto como o momento previsto para encerramento do CNO, decorrente da decisão do governo em não financiar os CNO que ainda se encontram em atividade .

“Quando estávamos em velocidade de cruzeiro, anuncia-se o fim”, constatou, lamentando que não exista da parte do governo “pensamento alargado e mais estruturado”.

Em contagem decrescente para o fim do CNO, Cristina Borges não deixou de apelar ao “bom senso” da tutela para este projeto, que tem contribuído para a valorização “social e pessoal” dos formandos.

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