Fotografias revelam violência do desabamento do tecto da EB1 de Galizes

Na ocasião, dia 17 de Abril, a professora lançava o desabafo: “matava-me o miúdo”. E, agora as fotografias comprovam o que poderia ter acontecido na noite anterior: uma verdadeira tragédia.

Parte do tecto de uma das salas da EB1 de Galizes ruiu durante a noite de 16 de Abril e, os destroços chegaram a provocar um buraco numa das pequenas mesas onde, na manhã seguinte, se deveria sentar um dos 16 alunos que frequenta a referida sala.

Valeu às crianças, o desabamento ter ocorrido durante a noite porque, caso contrário, pelo menos três seriam afectadas pelos destroços. Sem condições propícias para o normal funcionamento das actividades lectivas, as aulas foram retomadas na semana seguinte nas instalações da Sociedade de Recreio e Cultura dos Povos de Galizes e Vendas de Galizes.

Sublinhe-se que, no mesmo dia em que o tecto ruiu, um dos pais, em nome da comunidade, se revelou contra a deslocação dos alunos para outra escola fora de Galizes. “Vou fazer de tudo para que a escola não saia de Galizes”, referiu na ocasião Bruno Miranda.

O mesmo encarregado de educação, em declarações prestadas hoje ao correiodabeiraserra.com insistiu na defesa da manutenção da EB1 de Galizes e na necessidade de uma intervenção de fundo no edifício.

“As crianças não voltam a entrar na escola, sem que esta possua as condições de segurança, salubridade e higiene exigíveis”

Como documentam as fotografias, também o designado telheiro localizado nas traseiras da escola, apesar de coberto, não impede a entrada da chuva. “Ás vezes, as crianças nem podem ir à casa de banho”, disse Bruno Miranda, garantindo que, tal como ele, também os restantes pais estão dispostos a impedir que os seus filhos voltem para a EB1 sem que o espaço seja intervencionado. “As crianças não voltam a entrar na escola, sem que esta possua as condições de segurança, salubridade e higiene exigíveis”, avisou Miranda.

Na opinião do também professor, agora, seria o momento certo para a realização das necessárias obras, já que decorrem os trabalhos de arranjo do tecto que ruiu.

De acordo com Miranda, os alunos estão agora em melhores condições na sede da associação local, do que estavam na EB1, já que para almoçarem não necessitam de se deslocar como faziam habitualmente.

De facto, a questão em torno do almoço é outra das preocupações partilhadas pelos pais dos 35 alunos que frequentam a escola. “Em dias de chuva vêm com os pés todos molhados”, chegou a dizer ao correiodabeiraserra.com uma mãe, que se encontrava à porta da escola no passado dia 17 de Abril.

Os pais pedem que a zona do telheiro – que já sofreu um desabamento – seja intervencionada e adaptada para refeitório. “Temos condições para isso”, sublinha Bruno Miranda, lamentando que tenham sido feitas obras em escolas bem mais pequenas e algumas delas já fechadas.

Na passada segunda-feira, pais e professores convocaram uma reunião para analisar estes e outros assuntos, mas por falta de convocatória escrita – como foi adiantado a este jornal – a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e o Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas não se fizeram representar. Foi, por isso, agendada nova reunião para as 19h00 do próximo dia 5 de Maio.

Sublinhe-se que em declarações prestadas no dia 17 de Abril, a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, Fátima Antunes, garantiu que o normal funcionamento das aulas seria retomado o mais brevemente possível, depois de realizadas as necessárias obras no tecto que desabou.

 

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