Comemorações do Dia Mundial do Turismo

Freguesia de Avô encerra comemorações dos 500 anos do Foral e pretende dar continuidade a esta festa nos próximos anos

A freguesia de Avô encerrou hoje as comemorações dos 500 anos da entrega do Foral Por D. Manuel I à vila de Avô com pompa e aparato. Várias dezenas de pessoas assistiram à recriação do acto, numa encenação que envolveu cerca de 100 figurantes, trajados a rigor. A comitiva realizou um percurso pelas ruas da vila, antes de se dirigir para o edifício que, no século XVI, foi a sede do poder, mesmo em frente ao pelourinho. Ali, duas personagens, representando o rei D. Manuel e a rainha, receberam o Foral. O documento foi lido e entregue ao presidente da autarquia de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, que, por sua vez, o passou à autoridade local, o representante da Junta da Freguesia, José Carlos Martins. Uma placa alusiva à data foi descerrada para que o momento não seja esquecido.

Estava concluída uma festa que, por três dias, animou a vila. “Correu de uma forma que excedeu as expectativas. As pessoas aderiram e mesmo nas acções que decorreram no castelo participaram centenas de pessoas. O tempo também ajudou”, explicou o coordenador do evento, António Rodrigues Gonçalves, que procurou retratar o evento o mais próximo possível da realidade histórica.

Entrega do Foral ao representante da Junta

O êxito foi considerado de tal maneira positivo que os responsáveis já pensam em repetir o evento. Pretendem transformar esta festa numa referência. “É preciso atrair pessoas para esta terra, para o interior. Temos de promover a vila, despertar interesse por ela e explorar as suas potencialidades. Óbidos também começou assim e agora é reconhecida internacionalmente”, continuou o agora presidente da Assembleia Municipal.

Já na parte final, em pleno discurso, o deputado agradeceu o financiamento da Câmara Municipal, que inclui a edição do seu próprio livro “O Foral de Avô de 1514 e o seu Contexto Histórico”. Uma obra que, no entender do presidente do município, José Carlos Alexandrino, “é um documento que ficará para a história”, classificando ainda “de grande brilhantismo” a forma como decorreram os festejos. “Um evento que pode ombrear com o que de melhor se faz a nível nacional e isto demonstra que unidos se podem fazer coisas diferentes no concelho”. A vereadora da cultura também não se conteve em elogios. “Foi um espectáculo maravilhoso. O melhor a nível nacional”, frisou Graça Silva.

Os comerciantes, divididos por cerca de uma dezena de barracas, da mini feira medieval, não esconderam que gostavam de ver o evento repetido nos próximos anos, porque desta vez, em termos comerciais, as coisas não foram as melhores. Acreditam, no entanto, que, se criar raízes, o evento tem potencialidades para começar a atrair muita gente. “Mas assim é claro que isto foi muito fraco”, confessou um latoeiro que participou neste mercado onde se vendia um pouco de tudo. Ficam à espera, dizem, do que reserva o futuro para aquele que consideram ter sido “o mais sumptuoso festejo de entrega de Foral” dos 12 cedidos no concelho de Oliveira do Hospital.

 

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  • Não há quem lhes ganhe

    Nesta coisa da festança não há quem lhes ganhe.Isto parece que virou obesseção…Depois o essencial fica pr fazer e a água leva um aumento de 65%…Isto é que é governar!!!

    • Adeus Portugal que vou para LX

      Então, não leu:
      “Foi um espectáculo maravilhoso. O melhor a nível nacional”.

      Não fazem o caso por menos.

    • Ai que securas

      A água paga estas festanças todas.
      Com um encaixe de mais de dois milhões, o que esperam?
      Vai ser rompe e rasga até ao final do mandato.
      Se for necessário, tarifa-se e taxa-se outra vez a água.
      O povo tem sede.

  • Não há quem lhes ganhe

    É tudo o melhor e maior a nível Nacional..! É a Feira do queijo é a Expo, e a falta de educação é o despesismo é a festança,é o aumento da água, é tudo à grande a nível Nacional!!! E aproveitaram alguns daqueles “Guerreiros Medievais” para a luta de guerrilha do IC6? Por falar nisso como é que está esse “exército”? O Novo Alcaide Mor, que é lá de Avô, tem alguma função e patente nesse “exército”? Ao que sei o anterior era contra.Qual é a posição deste?E o corte de estrada, aproveitaram na ida e no regresso? Podiam ter aproveitado…Isto deve ter dado para criar mais uns cem postos de trabalho…VIVA LÁ FIESTA!!!

  • Festa

    Esta Festa em muito pouco teve a ajuda da câmara municipal.
    Apenas contou com o empenho das associações e dos 2 membros da junta de freguesia.
    Mas como sempre existe sempre aqueles que se penduram no trabalho dos outros.
    Se esta festa depende-se da câmara, não existia. Actualmente não temos pessoas competentes para realização de qualquer evento ou para outras situações na Camara Municipal, e isso viu-se nos festejos dos forais de outras freguesias do concelho, que passaram despercebidos a muitos.
    Fazer apenas um reparo, Avô não é uma Aldeia como escreve o jornalista, mas sim uma vila, e também se percebe que não eram apenas algumas dezenas de pessoas. Quem lá esteve sabe que eram bem mais.

    • Um reparo

      Um reparo ao “Festa”:

      Efectivamente, foi usada a designação uma vez de “aldeia”, contei no entanto o termo “vila” três vezes. Não deixando efectivamente de ser uma aldeia.
      Também não consegui ler “apenas algumas dezenas de pessoas”, o que li foi “Os comerciantes, divididos por cerca de uma dezena de barracas”, o que evidencia que seriam várias dezenas de pessoas, segundo a peça, só figurantes trajados a rigor eram cerca de 100.

  • António Lopes

    Conhecer
    a história, é conhecer os erros passados para os evitar no futuro.Como
    se diz na bíblia: “De que te vale ó homem ganhares o mundo se perderes a
    eternidade” ? NO ANO EM QUE COMEMORÁMOS NOVE FORAIS, produzimos o
    regimento da Assembleia Municipal (OS FORAIS NOVOS) mais conservador e retrógado do
    País..! Substituimos o presidente da Assembleia Municipal mais votado de sempre, porque não se submeteu “aos senhores feudais”, com o voto de 24 “democratas” (Nobres). O Povo, a quem os forais pretenderam servir, e serviram…foi ultrapassado e traído, como tantas vezes aconteceu..! E quando assim é…continue-se a “festa” nos anos vindouros..! Convinha era respeitar o muito que se sofreu e lutou para se conseguir os Forais e a autonomia do poder local que, por estas e por outras parecidas , todos os dias é limitada, com leis de compromissos, redução de pessoal e tantas outras medidas que tentam controlar os abusos de poder ” dos novos Alcaides”..! Pesem os activos Sociais, as BLCs, as ADESAs, as ADIs com que os “Alcaides ” se defendem para proteger os nossos..! “GRAÇAS A DEUS MUITAS,GRAÇAS COM DEUS POUCAS..! Será que vou viver toda a minha vida a ser tratado por parvo..?

    • Assurancetourix Das Beiras

      Caro António Lopes: o que (alguns) oliveirenses querem saber é simples. Se, como diz, a decisão da sua impugnação é ilegal e antidemocrática, contamos com o seu regresso à Presidência da Assembleia, ou não?