Funcionários da ASAE contra operação anunciada para as áreas afectadas pelos incêndios

O sindicato dos funcionários da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) considerou hoje “lamentável” a operação anunciada pelo Inspector-Geral daquela entidade nas regiões ardidas e afirmam que não se vislumbra qualquer risco para a saúde pública. O sindicato dos funcionários ASAE considera que não está em causa um risco para a saúde que justifique mobilizar tais meios.

Esta reacção surgiu depois de ontem, o inspector-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, ter anunciado que esta entidade vai iniciar em Março uma operação de fiscalização centrada nos produtos tradicionais nas áreas afectadas pelos incêndios em 2017, como, por exemplo, a certificação. Pedro Portugal Gaspar explicou que os incêndios afectaram a produção de muitos produtos típicos daquelas regiões, o que justifica a actuação da ASAE.

Para a Associação Sindical dos Funcionários da ASAE, este anúncio “está a causar enorme desconforto e indignação” nos funcionários, em particular no corpo da inspecção, e poderá mesmo “criar desconforto e revolta naqueles que viveram a tragédia na primeira pessoa e que ainda sofrem com as suas consequências”.

Aquilo que foi anunciado, defende a associação sindical, “foi a mobilização da ASAE, recursos humanos e materiais, para uma prolongada operação de fiscalização cujo foco não é a segurança alimentar, mas confirmar que uma tragédia é efectivamente uma tragédia. É de todo lamentável e carece de explicações adicionais, o anúncio de uma prolongada operação cujo único fito será fiscalizar a autenticidade dos produtos de uma área geográfica afectada por uma enorme tragédia, não se vislumbrando qualquer situação que envolva risco para a saúde pública e que justifique esta mobilização”, acrescenta, frisando que a atenção deve ser focalizada na fiscalização da certificação para que outras zonas do país não coloquem no mercado produtos originários das zonas afectadas pelos incêndios.

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