OHospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD), em Oliveira do Hospital, deverá continuar a operar utentes do concelho e dos limítrofes de Tábua e Arganil até ao final deste ano.

Fundação Aurélio Amaro Diniz entra no SIGIC e nos Cuidados Continuados em 2008

Imagem vazia padrãoAo Correio da Beira Serra, o presidente do Conselho de Administração da FAAD adiantou que a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) já deferiu a candidatura daquela unidade hospitalar ao Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), e que tudo aponta para que a adaptação aconteça no início de 2008.

Na reunião com o Conselho Directivo da ARSC realizada no final de Outubro, Sebastião Antunes foi informado da prorrogação do prazo para a adaptação ao programa de combate às listas de espera, inicialmente definido para 2 de Novembro e agora alargado até ao final de 2007. O que o presidente do Conselho de Administração da FAAD espera é que não haja um espaço de intervalo entre o fim do prazo agora definido e, o início das actividades cirúrgicas no âmbito do SIGIC. “O importante é que o bloco cirúrgico não esteja inactivo em qualquer período de tempo”, referiu ao CBS, frisando que “na impossibilidade de a actual actividade cirúrgica do hospital e a derivada do SIGIC não poderem funcionar em complemento”, é importante que “a intervenção do hospital não cesse, sem que se inicie o SIGIC”.

O processo de adaptação da FAAD ao programa de combate das listas de espera arrasta-se desde Maio deste ano, altura em que o Hospital assistiu ao decréscimo do número de utentes encaminhados para a actividade cirúrgica da FAAD, por indicação da ARSC. O novo cenário não caiu bem no seio do Conselho de Administração daquela Instituição Particular de Solidariedade Social que, na ocasião, não estaria disposta a abdicar da sua actividade cirúrgica para se adaptar ao SIGIC. Na altura, o hospital da FAAD assistiu à redução dos concelhos, a partir dos quais eram encaminhados os utentes para cirurgia – Oliveira do Hospital, Tábua e Arganil –, mas apenas até 2 Novembro, data em que deveria iniciar a adaptação da actividade cirúrgica ao SIGIC. Este prazo foi agora prorrogado até ao final do ano. A redução dos utentes encaminhados não foi, no entanto, sinónimo de redução do número de cirurgias. “Na programação cirúrgica da FAAD também há lista de espera”, sublinhou Sebastião Antunes, justificando a não redução das operações.

O que ainda está um pouco por esclarecer, são os moldes em que a adaptação vai decorrer. Sebastião Antunes desconhece, ainda, se o número de cirurgias vai ou não diminuir. O hospital da FAAD efectua operações nas áreas de cirurgia geral, oftalmologia, ortopedia, urologia, ginecologia, otorrinolaringologia e cardiologia. Sublinhe-se que no ano passado, a meia centena de médicos que colabora com o hospital da FAAD efectuou cerca de 1300 cirurgias no total das sete especialidades. Este ano, este número quase que foi alcançado no primeiro trimestre. Os doentes eram provenientes do interior dos distritos de Viseu, Guarda, Coimbra e Castelo Branco.

Cuidados continuados só em 2008
Ainda sem grandes contornos está também a adesão do hospital à Rede de Cuidados Continuados. Sebastião Antunes já não dá como certo um número de camas que rondaria entre as 15 e as 20, nem tão pouco a vertente de convalescença. O responsável pela unidade hospitalar tem apenas a indicação de que, ainda durante este mês, a FAAD deverá ser abordada para contratualizar a adesão à Rede. O início de 2008 é também apontado por Antunes como a altura provável para que a adesão passe da teoria à prática.

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