Às vezes, apetece-me “teorizar” um pouco sobre futebol - como fazem os “intelectuais do couro” na televisão (Prof. Victor Frade dixit) - também porque...

Futebolando

…  praticamente já não o pratico. Apenas como lembrete, apraz-me registar que o “Soco…lari” (Scolari) da minha passada indignação foi rapidamente despedido do Chelsea, tal como eu previra muito antes e aqui escrevi no CBS. Enfim, não que eu seja “bruxo” mas, de facto, o homem é uma nódoa enquanto (des)treinador de futebol em alta competição.

Temos agora o “professor” Queiroz que também já vai mostrando não ter futuro na Selecção Nacional. Este “professor” dá um bom “adjunto” num grande clube e fica-se por aí. É demasiado medroso, não tem rasgo. Apesar de eu até ficar incomodado com a arrogância do Mourinho, reconheço que ele seria gajo para pôr os “artistas” da nossa Selecção a suar a camisola, misturando bem a inspiração com a transpiração. Ficaríamos com uma Selecção realmente temível. Agora, a vergonha maior é o Madail continuar na Federação e com toda a desfaçatez. Ou seja, Portugal está mesmo entregue a esta fauna pouco recomendável que pulula ( ou polui) em lugares cimeiros de chefia. Bem, será para não destoar no triste contexto encimado pelos (des)governantes políticos de turno…

FUTEBOL ESPECTÁCULO “VERSUS” FUTEBOL TÁCTICO

É aquele contraste, que até um leigo nota em alta competição, entre um desafio de futebol do campeonato inglês ou espanhol e um desafio do campeonato italiano. Também é por isso mesmo que alguns dos jogadores “espectaculares” acabam, mais do que trintões, no campeonato italiano. O Inter tende agora para imprimir uma maior dinâmica servida por meia dúzia de atletas-futebolistas notáveis e por um “artista” (Ibraimovic) um pouco displicente.

Há tempos, o Jorge Valdano, numa das suas notáveis crónicas em “A Bola”, escrevia, como crítica justa, que num jogo de futebol “táctico”, os jogadores fora-de-série apagam o seu génio e os outros jogadores “conseguem” jogar bem. È um facto e, assim, o futebol-espectáculo dá lugar ao futebol-burocracia e é uma chatice.

Actualmente, o Barcelona produz o futebol arte-espectáculo-eficácia que é o último patamar atingível. Equipas como esta do Barcelona apenas se juntam a espaços de tempo, de “x” em “x” anos. Deixam perfume e recordações inolvidáveis para quem tem o privilégio de as ver dar recitais de futebol-orquestra, sim, mas onde os seus “artistas-solistas” podem improvisar. A este nível, recordo-me da Selecção do Brasil campeã do mundo em 1970, de todas aquelas que eu vi jogar, para mim a mais perfeita e mais eficaz combinação de artistas a jogar futebol; o Ajax dos anos setenta, esta a equipa mais revolucionária em termos técnico-tácticos-dinâmicos; a Selecção Alemã, do Beckembauer como jogador; a do AC Milan, anos oitenta, dos três holandeses; algumas vezes a Selecção Argentina do Maradona; mais recentemente a equipa dos “Galácticos” do Real Madrid que se impunha “só” pelo peso dos nomes dos seus craques. O Manchester United é empolgante muitas vezes, mas ainda não é a mesma coisa. Mantém uma “dose” dominante de músculo e pulmão que subleva o estilo, a suavidade, o inesperado, apesar dos “artistas” que tem. Ao contrário, no Barcelona, a arte, o estilo, o improviso, são servidos pelo músculo e pelo pulmão. Apesar de não haver ciência certa em futebol, este Barça vai pôr os matulões do Bayern de Munique feitos tontinhos a “cheirar” a bola (como a Selecção Espanhola pôs a Selecção Alemã no último Europeu).

O FC PORTO É, E DE LONGE, A MELHOR EQUIPA EM PORTUGAL.

Não vale a pena chorar, porque é. Aliás, mesmo juntando-se o Benfica ao Sporting, mesmo assim, o Porto continuaria melhor como equipa. Dispõe de uma das melhores linhas avançadas do mundo. Tem condição para defrontar o Manchester United. Apenas não terá grandes hipóteses de defrontar com sucesso o Barcelona porque, normalmente, este Barça é mesmo um caso à parte.

No próximo confronto com o Manchester, o “professor” Jesualdo Ferreira tem o magno problema das duas laterais defensivas. Como é sabido, quer o Cristiano Ronaldo quer o Nani (ou outros avançados) são muito rápidos. O FC Porto não tem defesas laterais à altura da tarefa e também não tem centro-campistas com essa “voltagem”. Logo, não vai poder jogar com a defesa subida, longe da sua grande área. Logo, vai sobrar espaço até à sua linha de ataque e os avançados do Porto vão ficar desacompanhados, com o Rodriguez “Cebola” a ter que recuar demasiado. Aí, o Porto entra em desvantagem competitiva. Além do mais, Jesualdo Ferreira é um “retranquista” por vocação. Em consequência, ele não vai dispor a sua equipa de forma a tentar surpreender o Manchester pelo inesperado, digamos assim. Mas, repito, o FC Porto tem conjunto para fazer suar o Manchester, e muito. E fazemos votos para que passe à próxima eliminatória. O que também não fará nada mal ao Cristiano Ronaldo e companhia, entenda-se…

As arbitragens.

Não raro, são mesmo más. Acontece que, com as televisões a mostrarem os lances “duvidosos” de todos os ângulos e a todas as velocidades, as arbitragens estão muito expostas “à posteriori”. Bem, de facto, as arbitragens e os árbitros não são piores do que o foram no passado. São mais fiscalizados pelos adeptos e pela opinião pública em geral e essa é que é a grande diferença. Hoje, como ontem, há pressões ilícitas sobre as arbitragens e há árbitros mais “sensíveis” a isso do que outros. Hoje, a pressão é ainda maior também porque, digamos assim, há muito mais dinheiro “em jogo” na chamada “indústria” do Futebol. Sinais dos tempos…

Para descontrair:- perante o “famoso” não-penalti do último Sporting-Benfica ( em Faro) só nos resta admitir que o árbitro tenha mesmo sido induzido em erro involuntário. Mas também se não fossem as arbitragens como essa – ou casos como esse – que real interesse tinha tido esse desafio de futebol, um daqueles tipicamente “tácticos” ? Pouco, muito pouco interesse. Olhem, eu até fiquei aliviado por não haver prolongamento… Além disso, o Quim – que para mim continua a ser o melhor guarda-redes nacional do momento – não teria tido oportunidade para mostrar isso mesmo nas três defesas que fez nos penaltis do desempate. Vivam pois as “arbitragens” ( até porque, graças a esta, o Benfica ganhou…).

João Dinis
Autarca da CDU – Oliveira do Hospital

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