“O senhor continua a retorquir como se fosse o presidente do município”

A reunião pública do executivo oliveirense, realizada esta manhã, ficou marcada pela troca de galhardetes protagonizada pelo presidente da Câmara Municipal e o seu antecessor no cargo e agora vereador do PSD, Mário Alves.

O mote foi a futura localização da Biblioteca Municipal, cujas obras estão paradas na antiga casa de magistrados, local para onde o anterior executivo projectou o novo espaço.

Tratado no período antes da ordem do dia, o tema chegou àquela reunião do executivo pela mão do vereador social-democrata que questionou o presidente sobre o estado daquela obra.

No seguimento do que há já algum tempo tem vindo a defender, José Carlos Alexandrino esclareceu o vereador de que a sua “opção política” não passa por realizar a obra no local para onde foi projectada. “Acho que deveria ter um projecto novo no Colégio Brás Garcia de Mascarenhas, fazendo a ligação à Casa da Cultura”, defendeu o edil, informando que não existe nenhum auto de suspensão, mas antes um “acordo com o empreiteiro”, até que se encontre “uma solução para se partir para uma obra nova”.

Sustentando a sua posição com a opinião que lhe tem vindo a ser manifestada pelas “forças vivas do concelho”, Alexandrino informou que “o que está em causa é a suspensão da biblioteca naquele espaço”.

“Não escondi isto debaixo de nenhuma tigela”, chegou a considerar, desvalorizando ainda a necessidade de o projecto da futura biblioteca ter que obedecer às regras impostas pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, pelo facto de aquela estrutura não financiar a obra.

“Aquilo que disse da biblioteca é uma autêntica tontaria”

Responsável pelo projecto agora interrompido pelo seu sucessor na presidência da autarquia, Mário Alves não tardou em manifestar a sua indignação face à explicação apresentada por Alexandrino, chegando a considerá-la “uma autêntica tontaria”.

“O financiamento que conseguimos pelo QREN, foi porque o IPLB deu o aval”, esclareceu Mário Alves, criticando ainda o actual executivo em permanência, por ter avançado para “um projecto, sem o discutir, onde tem que o discutir”.

“Ou o senhor tem um acordo tácito com os independentes, ou anda com a carroça à frente dos bois”, continuou Mário Alves, avisando o presidente de que do lado dos vereadores do PSD não vai obter semelhante postura. Recusando-se a dar resposta a Mário Alves – “eu não estou aqui para rebater”, frisou – o presidente da Câmara Municipal acabou por motivar uma troca de galhardetes com o vereador do PSD, depois de o alertar para o facto de já ter ultrapassado o seu tempo para intervenção.

“O senhor vereador quer que só haja lei para Isilda Cordeiro…o senhor já teve os cinco minutos”, avisou. O reparo é que não caiu bem junto de Alves, que não tardou em retorquir: “o senhor não me vai calar…vou falar sempre que tenho que falar”.

Visivelmente descontente com a postura assumida pelo social-democrata, Alexandrino não tardou em remeter Alves para o seu lugar de vereador naquele órgão autárquico. “O senhor teve uma maioria estável, mas no dia 11 de Outubro o povo deu-lhe a resposta…o senhor continua a retorquir como se fosse o presidente do município”, sustentou o presidente oliveirense.

Em resposta, Mário Alves justificou a sua postura com o argumento de não poder “compactuar com as asneiras” proferidas pelo líder do executivo. Face à suspeição levantada por Alves, o vereador do movimento independente “Oliveira do Hospital Sempre” negou a existência de qualquer acordo com o executivo em permanência sobre a biblioteca.

José Carlos Mendes esclareceu, contudo, que é de opinião de que aquele espaço fique localizado junto à Casa da Cultura. “Teria outra dinâmica”, observou o vereador, referindo que a posição é também partilhada pela colega de vereação, Telma Martinho.

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