Futuro do SAP ainda indefinido

Numa reunião realizada esta manhã com a Comissão criada para acompanhar este processo e elementos do executivo camarário, o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, João Pedro Pimentel, disse não haver novidades em relação a este processo e assegurou – de acordo com um elemento daquela Comissão –  que o SAP não encerra sem que estejam encontradas soluções alternativas.

Sublinhe-se que foi há cerca de uma semana que os rumores de encerramento do SAP no período nocturno e ao fim-de-semana voltaram a ganhar peso em Oliveira do Hospital, levando a que o presidente da Câmara solicitasse uma reunião à ARS Centro com vista a esclarecer a situação que se tendia a agravar com a anunciada abertura da Unidade Básica de Urgência em Arganil.

Esta manhã, o executivo oliveirense – representado pelo presidente Mário Alves e pelos vereadores Albano Ribeiro de Almeida (PS) e Elsa Correia (PSD) – e a Comissão de Acompanhamento – constituída por um representante dos três partidos com assento na Assembleia Municipal, João Dinis (PCP), Carlos Mendes (PS) e João Esteves (PSD) – voltaram a ser informados, à semelhança do que sucedeu há um ano atrás, de que nada está decidido e de que a assistência aos casos agudos será sempre assegurada.

A informação foi avançada ao correiodabeiraserra.com por João Dinis, elemento da Comissão que também adiantou que de entre o rol de soluções possíveis para fazer face a um possível encerramento do SAP continua a Fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD), e a localização de uma unidade de saúde móvel na cidade. “Nada está decidido”, sossegou o eleito pelo PCP, sublinhando que de momento a situação mais problemática está relacionada com o período entre a meia-noite e as 08h00.

“O SAP não vai fechar até às próximas eleições”

Sem se querer pronunciar em nome da Comissão, mas antes em nome individual, João Dinis confessou não estar mais, nem menos tranquilo com o desfecho da reunião desta manhã, por acreditar que “se o SAP não fechou até agora, também não vai fechar até às próximas eleições”. “Isso era pôr a população em pé de guerra”, considerou Dinis, lembrando que o SAP não fechou até agora porque “a população e a autarquia reagiram”.

Convidado por este diário digital a pronunciar-se sobre as soluções que se encontram em cima da mesa, Dinis foi peremptório ao afirmar que o ideal era melhorar o serviço público que existe. Não hesitou em posicionar-se em desfavor da solução que passa pelo hospital da FAAD poder vir a assegurar a urgência nocturna, porque “sendo uma IPSS que não tem por objectivo o lucro, também não tem o objectivo de perder dinheiro”.

Na leitura do eleito pelo PCP, a FAAD “não vai assumir uma responsabilidade para pagar do próprio bolso”, o Estado também não estará disposto para mais custos, logo quem terá que pagar será o utente ou a Câmara Municipal. “Não acredito nas alternativas”, sustentou Dinis, considerando que o Governo deveria “melhorar o serviço público e não estropiá-lo”.

Segundo João Dinis, na reunião desta manhã – que teve a duração de cerca de uma hora e decorreu de forma cordial, como adiantou – todos os elementos apresentaram o seu ponto de vista e o presidente da Câmara mostrou-se disponível para colaborar com a ARS Centro no sentido de se encontrar o melhor desfecho para todo este processo.

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