Gastos com telemóvel do vice-presidente inflamaram reunião do executivo oliveirense

A reunião pública da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital ficou ontem marcada pela acesa troca de galhardetes entre o vereador do PSD, Mário Alves, e o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo.

Com os ânimos quentes no âmbito da discussão em torno dos protocolos destinados à transferência de 500 mil Euros às juntas de freguesia, Mário Alves chegou a acusar o número dois do executivo socialista de, à semelhança com o que acontece com o PS nacional, ser adepto do “desperdício”.

“O senhor continua a apostar no desperdício e eu continuo a apostar no rigor”, disse Mário Alves, que momentos antes tinha sido acusado por Rolo de em matéria de transferência de verbas às freguesias, ter aprovado 50 mil Euros, quando era presidente da Câmara, para a construção de um parque desportivo, em Meruge, que “nunca chegou a ver a luz do dia”.

Uma intensa troca de palavras que acabou com o antigo presidente da Câmara Municipal a questionar o valor gasto pelo vice-presidente em chamadas móveis. “Quanto é que o senhor gasta com esta máquina?”, questionou Mário Alves, chegando a solicitar cópia das faturas do telemóvel usado por José Francisco Rolo.



“O senhor também vai longe de mais”, logo retorquiu o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, explicando que de facto existiu um problema com uma fatura de telemóvel de José Francisco Rolo, mas que não passou de um engano da operadora móvel, a TMN que já repôs a situação. “O senhor quando era presidente tinha rigor, mas nós também temos rigor e é por isso que as contas andam equilibradas”, continuou José Carlos Alexandrino visivelmente incomodado com “o ataque” que Mário Alves dirigiu ao seu vice-presidente, garantindo que “esta Câmara Municipal não anda em roda livre”.

Um rigor que Alves logo associou à falta de investimento no concelho e que, no imediato, contribuiu para azedar os ânimos que já estavam inflamados, com o presidente da Câmara Municipal a não ver com bons olhos a polémica que Alves acabara de levantar em torno da conta de telemóvel de Rolo.

“Solicito também a fatura do telemóvel do presidente da Câmara Municipal”, disse ainda Mário Alves.

“O que o senhor fez foi um ataque suez de baixo nível para ver se me atinge, mas não me atinge”, reagiu entretanto o vice-presidente que se confessou “admirado” com a atitude de Mário Alves, pessoa por quem, garante, sempre ter tido respeito. “O senhor faltou-me ao respeito, apesar das nossas diferenças sempre tive respeito político e pessoal por si”, disse José Francisco Rolo.

Pese embora a polémica em torno da conta de telemóvel do vice presidente da Câmara Municipal, nunca naquela reunião foram referidos valores, nem o período de tempo a que se reportam, sabendo-se apenas que está associada a uma fatura emitida em 2011 e que, segundo Alexandrino, teve por base um engano da própria operadora de comunicações móveis.

O clima crispado entre o vereador do PSD e o executivo em permanência foi uma constante ao longo de toda a reunião pública, com o primeiro a revelar-se muito crítico a propósito dos assuntos levados à reunião daquele órgão autárquico, que ontem até contou com uma assistência composta por um grupo de alunos.

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