Cultura: Gerrit Komrij vai ser sepultado, dia 19 de julho, em Vila Pouca da Beira

… no dia 18 de julho. Gerrit Komrij vai ser sepultado no cemitério da freguesia no dia seguinte.

Vila Pouca da Beira prepara-se para receber o corpo do escritor que, desde a década de 80, fez da localidade a sua terra adotiva.

Gerrit Komrij faleceu na passada quinta-feira, 5 de julho, na Holanda, país onde se encontrava desde abril, numa luta contra um problema de saúde de foro oncológico.

Complicações no seu estado de saúde impediram a emblemática figura da vida intelectual holandesa de regressar com vida a Portugal, mais propriamente a Vila Pouca da Beira, onde residia, com o seu companheiro, numa imponente vivenda que salta aos olhos de quem passa na freguesia.

Expressa deixou, porém, a vontade de ser sepultado no cemitério da freguesia onde viveu nos últimos 23 anos. O corpo do escritor é esperado em Vila Pouca no próximo dia 18 de julho, devendo ser sepultado no dia seguinte, em hora ainda não definida.

Entendido como um dos mais famosos escritores, poetas, cronistas e polemistas holandeses, Gerrit Komrij morreu aos 68 anos. Figura muito reservada à sua vida literária, o conceituado autor passava grande parte do tempo no seu escritório, em Vila Pouca da Beira, sendo por isso poucas vezes avistado pelas gentes da freguesia e do concelho.

Na sua habitação, acolhia pontualmente importantes rostos da vida intelectual holandesa e era comum receber grupos organizados de pessoas que rumavam da Holanda para privar com a emblemática figura.

Gerrit Komrij é autor de uma vasta obra, sendo que apenas uma parte está editada em Portugal, na Assírio & Alvim. Em 1993 recebeu o prémio P.C. Hooftprijs, o principal prémio literário dos Países Baixos, e no ano 2000 foi escolhido pelo público para ser o Poeta da Nação estatuto que é atribuído por um período de cinco anos. Fernando Venâncio, o tradutor de Gerrit Komrij para português destaca a “relação muito próxima” do autor com Vila Pouca da Beira e a escrita “muito interessante” acerca do país que o acolheu. Tem contudo a registar o facto de não ter chegado a existir um “verdadeiro clique entre ele e os meios culturais portugueses”.

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