Governador Civil brindou Fiais da Beira com financiamento para projeto de 100 mil Euros

 

Ainda que de “grande importância” para a localidade da freguesia de Ervedal da Beira, a assinatura do contrato de financiamento com a União Fialense passou um pouco ao lado da população local. Pela hora em que o ato aconteceu, 15h30, poucos foram os fialenses que puderam assistir à cerimónia que assinalou a conquista de uma luta antiga.

O agendamento da cerimónia para ontem à tarde chegou a ser justificado pelo governador civil com a situação por que está a passar o país. “Neste momento estamos a assistir à novela do não, que é a mais cara que vamos ter em Portugal”, observou Henrique Fernandes, explicando que até hoje espera ter resolvidos os processos relativos aos contratos de financiamento no âmbito do Sub-Programa 2 do Programa de Equipamentos Urbanos de Utilização Coletiva, com diversas IPSS do distrito.

Do conjunto de instituições beneficiadas faz parte a União Fialense que, através do respetivo contrato de financiamento vê assegurada a comparticipação de 70 por cento de um valor total de 100 mil Euros.

Em causa está a construção de um palco, dancing, parque infantil, quaresma e arranjos exteriores do recinto de festas da União Fialense.

Reconhecendo o significado do financiamento para o povo de Fiais da Beira, o Governador Civil de Coimbra atribuiu a responsabilidade daquela conquista ao presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, a quem apelidou de “paladino das causas de Oliveira do Hospital”. “Ele fez o trabalho dele de pedir e exigir a meio mundo, de pedir o impossível e que depois se torna possível”, referiu Henrique Fernandes.

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital revelou-se “orgulhoso” por “poder ajudar as pessoas”, mas no caso contrato de Fiais da Beira atribuiu os louros da conquista de financiamento a um dirigente da União Fialense, Fernando Fernandes. “Um homem que serviu esta coletividade sem interesse e em prol da comunidade”, referiu José Carlos Alexandrino, reconhecendo que a localidade de Fiais da Beira “pagou uma fatura de algumas obras por votar no Partido Socialista”.

Contando que a sua primeira obra quando assumiu o mandato autárquico foi a da Rua da Arouça, em Fiais da Beira, o autarca disse ter “ainda mais coisas para fazer” na freguesia. Do mesmo modo, assegurou estar-se a “bater” por outros projetos no concelho, como é o caso da Casa Sangianense, sede do Clube Vasco da Gama e Centro Social de Penalva de Alva.

No processo de desbloqueio de financiamento, Alexandrino reconheceu o empenho de Henrique Fernandes, chegando a referir a sua intenção de propor o nome do Governador Civil de Coimbra para atribuição de uma medalha do município.

Numa cerimónia em que dava como certo o financiamento de 70 por cento, o vice-presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro, Pedro Coimbra, disse estar em face de “um montante significativo e elevado para os dias que correm e possibilidades que vamos tendo”.

O presidente da Junta de Freguesia de Ervedal da Beira, Carlos Maia, considerou tratar-se de “um projeto bonito, bom e digno de Fiais da Beira”.

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