Governador Civil de Coimbra critica “irresponsabilidade” de Mário Alves e acusa-o de nada fazer para preservar os postos de trabalho

“A procura da manutenção de postos de trabalho é demasiado séria para que a ironia irresponsável do autarca” de Oliveira do Hospital “possa ser tolerada”, afirma Henrique Fernandes, sublinhando ainda que Alves, “neste caso, nada fez para preservar os postos de trabalho dos seus munícipes”.

Muito crítico quanto à postura política do autarca de Oliveira do Hospital, aquele representante do Governo de José Sócrates no distrito de Coimbra, vai mesmo mais longe ao considerar que “estas condutas parecem reinterpretar a dignidade, responsabilidade e autonomia do poder local, sob a forma de irresponsabilidade local”.

Na nota enviada, a propósito da notícia do correiodabeiraserra.com, Henrique Fernandes dá também conta de que, no âmbito do acompanhamento à situação económica e social do distrito que vem fazendo, “reuniu na última quinta-feira e hoje mesmo (2ª feira), de urgência, nas instalações do Governo Civil, convocando para o efeito a administração da empresa têxtil HBC, o Sindicato dos Têxteis do Centro, o IAPMEI, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e o Centro de Emprego de Arganil”.

Frisando que nos últimos meses tem acompanhado e empreendido “todos os esforços de recuperação e saneamento financeiro” da HBC, Henrique Fernandes adianta, inclusivamente, que na reunião desta segunda-feira “resultaram boas perspectivas, estando em curso negociações com potenciais interessados”.

HBC poderá ter um investidor interessado

O Governador Civil explica também que em breve poderá vir a ser anunciada uma solução para os cerca de 160 trabalhadores da HBC, mas observa que se houver um desenvolvimento positivo “será anunciado logo que se justifique e na medida em que essa publicidade não seja prejudicial ao decurso do processo”.

Ainda no mesmo comunicado,  Henrique Fernandes explica que todas as diligências que vêm sendo feitas, “foram adoptadas em estreita articulação com os parceiros sociais e vêm sendo reconhecidas, concretamente, pelo Sindicato e pela empresa em causa, bem como, generalizadamente, pelo Núcleo de Desenvolvimento Empresarial do Interior e Beiras”.

Sublinhe-se que Mário Alves questionou, esta sexta-feira, em Assembleia Municipal,  “por que é que o senhor Governador não conseguiu evitar o encerramento da empresa que hoje pediu a insolvência… depois de tantas reuniões?”.

Num tom contundente, o chefe do executivo camarário chegou mesmo a afirmar que a intervenção de Henrique Fernandes na gestão da crise económica que vem dizimando o tecido industrial, tem resultado apenas na criação de “comissões que existem para nada fazerem… servem uns rapazes e umas raparigas para terem um salário”. 

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