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Governo avança com 28 milhões para mudar espécies em áreas ardidas

O secretário de Estado das Florestas anunciou hoje, em Gouveia, que o Governo vai lançar uma medida de 28 milhões de euros para substituição em áreas ardidas de espécies de crescimento rápido, como eucaliptos, por espécies de crescimento lento. A nova medida de apoio vai ser lançada em Outubro e já decorreu uma reunião com as associações florestais na semana passada, admitindo o governante que a mesma será “um estímulo importante”.

“Vamos avançar com 28 milhões de euros para essa medida, sendo que essa medida será regionalizada. Isto é, uma medida para as áreas ardidas e que será com dotação para cada uma das regiões”, disse Miguel Freitas. Segundo o secretário de Estado, as dotações financeiras anunciadas serão apresentadas, “no momento adequado”, para cada uma das regiões. Assegurou, no entanto, que “o valor global da medida” será de 28 milhões de euros.

“Nós pretendemos, acima de tudo, fazer a substituição de espécies de crescimento rápido por espécies de crescimento lento, em zonas devidamente vocacionadas para essas espécies”, disse, adiantando que o “grande objectivo desta medida “é retirar área de espécies de crescimento rápido, nomeadamente eucalipto, e substituir por espécies de crescimento lento”. “E o tratamento que daremos a essas áreas é o mesmo tratamento que damos hoje quando instalamos uma floresta em local onde não existia floresta”, anunciou, frisando que existem medidas no PDR 2020 que funcionam assim.

“Foi possível negociar com Bruxelas uma medida que permite, acima de tudo, pagar aquilo que é a limpeza do terreno, a instalação da nova cultura e cinco anos de manutenção, sendo que esse pagamento dos cinco anos de manutenção são 120 euros por hectare ao ano”, declarou, sublinhando, porém, que não pretende “acabar com o eucalipto”. “Não é essa a ideia. Acima de tudo queremos, fazer nos locais certos a substituição de espécies de crescimento rápido por espécies de crescimento lento. Nós consideramos que é necessário ter bom ordenamento, ter boa gestão e [que] as espécies, cada uma delas, esteja no sítio onde deve estar”, justificou.

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