Gripe A: Delegada de Saúde alertou para o rápido contágio e para cuidados a ter em conta

Organizada pelo Centro de Saúde de Oliveira do Hospital e projecto AGIR, a sessão foi conduzida pela Delegada de Saúde Pública que alertou para os perigos inerentes ao rápido contágio do vírus H1N1 e, para os cuidados que todos devem ter para impedir a propagação da doença.

“Esta gripe é altamente contagiosa, mas não é altamente mortal”, explicou Guiomar Sarmento a uma plateia maioritariamente constituída por profissionais de saúde e Instituições Particulares de Solidariedade Social e à qual recomendou o cuidado particular no contacto com crianças, idosos e doentes crónicos”.

Insistindo na dificuldade existente no combate à pandemia que se situa na fase 6, a delegada de saúde pública local deu conta da importância de pelo menos se tentar “minimizar o seu impacto”. Para o efeito – explicou – há práticas que devem ser seguidas em matéria de higiene pessoal e dos espaços públicos e privados, bem como no contacto próximo e íntimo entre as pessoas. A capacidade de cada um se proteger do vírus H1N1 é entendida como a melhor arma, já que a permanência em grandes aglomerados populacionais facilita o aumento do nível da pandemia. Sarmento exemplificou com as grandes cidades, onde as pessoas se vêem obrigadas ao contacto próximo com indivíduos que não conhecem de lado nenhum, como acontece nos transportes públicos.

Tratando-se de um período propício para o regresso de emigrantes, Sarmento aconselhou a uma atenção especial na hora do contacto com pessoas provenientes de outros países. Consciente de que “neste momento, as pessoas estão a ficar apavoradas”, a responsável pela saúde pública local aconselha a população a estar alerta a possíveis sintomas da Gripe A, semelhantes aos da gripe sazonal acrescidos de vómitos e diarreia.

Clarifica contudo de que, em caso de suspeita, de nada vale acorrer ao Centro de Saúde já que o resultado acabará por ser o pânico e não a resolução mais eficaz do problema. “Liguem para a linha de saúde 24 (808 24 24 24)”, referiu, explicando que uma equipa do INEM está encarregue de tomar conta destes casos, acorrendo às habitações dos possíveis infectados pelo vírus H1N1.

Prevendo que a pandemia atinja o seu pico a partir de Setembro, Guiomar Sarmento não deixou de aconselhar as pessoas a apetrecharem as despensas com bens alimentares, já que em caso de grande surto, muitos serviços podem fechar como aconteceu no México.

Sem querer lançar o pânico entre as populações, a responsável explicou que o Serviço Nacional de Saúde Português está preparado para responder às necessidades das populações, verificando que o Governo efectuou uma pré reserva da vacina que está a ser fabricada para 30 por cento da população portuguesa.

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