Gripe A: “Todas as escolas do concelho têm planos de contingência”

No dia que marca o arranque oficial do ano lectivo – o início das aulas deve ocorrer entre hoje e dia 15 de Setembro – Guiomar Sarmento revelou-se tranquila, relativamente, ao modo como as escolas do concelho de Oliveira do Hospital se prepararam para iniciar mais um ano lectivo, que nos últimos meses tem vindo a ser assombrado com o rápido contágio da Gripe A.

A este diário digital, a responsável pela saúde pública concelhia explicou que os vários planos de contingência foram elaborados com base nas orientações da direcção geral de saúde e, foram trabalhados numa colaboração estreita entre as escolas, a autoridade de saúde e as corporações de bombeiros.

Ajustados à realidade de cada agrupamento de escolar, os planos de contingência têm em conta cada grau de ensino e são também extensíveis ao ensino profissional e superior.

Para além de englobarem todas as regras de comportamento em matéria de higiene, os planos consistem ainda num conjunto de procedimentos e de equipamentos que deve ser assegurado pelas escolas. Inclui-se, neste domínio, a necessidade de uma sala para isolamento de alunos que apresentem febre e sinais de gripe.

Embora consciente da boa preparação das escolas, Guiomar Sarmento não deixa de partilhar da preocupação nacional, já que a certeza é de que “a gripe aumenta quando as pessoas estão em espaços fechados”. “É como uma gripe normal. Quando um elemento da família tem gripe, por norma os restantes elementos também ficam doentes”, observou, garantindo porém que até ao momento, apesar das suspeitas, ainda não se registou um único caso de Gripe A.

A delegada de saúde não se revela, contudo, tão optimista em relação aos próximos tempos e aconselha a cuidados redobrados no que respeita à higiene das mãos e aos comportamentos em caso de tosse e espirros.

Certa de que o aumento do número de casos de Gripe A, irá afectar o normal funcionamento das escolas, a delegada de Saúde Pública lembra que, para além dos agrupamentos escolares, também as famílias devem estar preparadas com adequados planos de contingência.

“Os pais devem ter consciência de que quando têm os filhos doentes não os devem levar para a escola”, alertou Guiomar Sarmento, aconselhando a uma melhor articulação familiar para que, em caso de necessidade, as crianças possam ficar ao cuidado dos avós ou dos tios.

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