Grupo de apoio de Senhor das Almas à espera de cerca de 700 peregrinos

 

Instalado na Casa da Irmandade de Senhor das Almas, um grupo de voluntários constituído por pouco mais de uma dezena de pessoas presta apoio, desde ontem de manhã, aos peregrinos que seguem na Estrada Nacional 17, de olhos postos no Santuário de Fátima.

As placas localizadas ao longo da estrada dão o sinal de alerta aos caminhantes que, na passagem, pelo local não hesitam em beneficiar de pequenos, mas tão importantes, gestos de apoio.

Massagens, lavagens de pés, banhos, tratamentos de enfermagem, alimentação e dormida, são alguns dos apoios prestados aos grupos de peregrinos naquele ponto de abrigo onde, para além do voluntariado humano, estão também disponíveis equipamentos de enfermagem e bens alimentares cedidos pelas corporações de bombeiros, farmácias, hipermercados, Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e outras instituições e entidades.

Dotados do que é considerado mais essencial para a prestação de um auxílio adequado, os voluntários do grupo de apoio de Senhor das Almas têm pela frente dias de muito trabalho. “Ontem recebemos um grupo de 11 pessoas e, hoje de manhã, recebemos um de 30, que até vai aqui dormir”, referiu ao correiodabeiraserra.com uma voluntária, contando que, para amanhã, está prevista a chegada de cerca de 500 pessoas.

Em actividade pelo sexto ano consecutivo, o núcleo de apoio de Senhor das Almas já é conhecido entre os grupos de peregrinos. “As pessoas já estão habituadas e, alguns grupos até nos telefonam para avisar a data e hora prevista de chegada aqui”, sublinhou a mesma voluntária, recordando que todos os anos “passam centenas de pessoas” pelo ponto de abrigo de Senhor das Almas.

Composto por uma médica, alguns enfermeiros e pessoas de várias partes do concelho, o grupo está este ano munido de melhores condições para prestar auxílio aos peregrinos. A casa da Irmandade já dispõe de uma casa-de-banho com duche e de uma cozinha devidamente equipada. No domínio da alimentação, o grupo realça o apoio prestado pelo Lar São João Deus – também disponibiliza dormidas – e o Lar de Santa Ovaia, que se prontificaram para servir sopas quentes.

À procura de mais voluntários…

Ainda no início da jornada, José Agostinho – um dos principais rostos do projecto – garante que o grupo tem “as condições possíveis” para auxiliar os peregrinos.

Expectante quanto ao número de pessoas que vai acorrer àquele local de apoio, José Agostinho acredita que o grosso de caminhantes é esperado para amanhã e que, este ano, o número de pessoas que por ali vai passar deverá rondar as sete centenas, tal como aconteceu em 2008. “A nossa situação é esperar”, referiu a este diário digital, lamentando, contudo, não poder contar com os préstimos de um maior número de voluntários.

Referiu-se ainda à falta de recursos do grupo que, todos os anos, tem que andar a pedir ajuda às várias entidades e instituições. Apesar das dificuldades, José Agostinho garante que o grupo vai continuar, em próximos anos, a prestar apoio aos peregrinos.

E a necessidade de apoio foi, há instantes, comprovada pelo correiodabeiraserra.com que assistiu ao pedido de auxílio de um grupo de 13 pessoas proveniente de Bragança. Com fortes sinais de cansaço, o grupo apresentava essencialmente problemas de nível muscular e de calosidades.

Com mais três dias de caminho pela frente, não hesitaram em receber apoio do grupo de Senhor das Almas que, de imediato, arregaçou mangas e prestou o devido auxílio.

Na estrada desde o início da manhã de 2 de Maio, Abílio Gonçalves, de 55 anos, recebeu uma massagem na zona do joelho esquerdo, que ontem começou a dar sinais de alerta. Fora isso, o bragantino confessou ao CBS estar pronto para prosseguir porque “a fé não tem limites”. “É só seguir em frente. O esforço tem que ser nosso”, continuou, contando que o seu objectivo é chegar a Fátima no dia 10 de Maio e assistir às cerimónias que, este ano, contam com a presença do Papa Bento XVI.

Com 36 anos, Sandra Fernandes contou que a caminhada “está a correr bem” e que espera, um dia, repetir a iniciativa. Com muitas queixas a nível muscular, Gino Pires, de 34 anos, considerou a experiência “engraçada, mas muito dolorosa”. “Ainda vai custar até chegar a Fátima”, admitiu. Do grupo de 13 bragantinos, apenas uma mulher apresentava sintomas de maior dor, derivados das várias calosidades que apresentava em ambos os pés.

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