HBC: Trabalhadores e sindicato esperam que o governo “não emperre” processo de viabilização

Numa altura em que é pública a existência de um investidor interessado em pegar na empresa de confecções HBC, trabalhadores e sindicato do Sector Têxtil e Vestuário do Centro revelaram alguma esperança relativamente ao desfecho do processo. “Parece que agora há uma luz ao fundo do túnel”, afirmou há instantes a sindicalista Fátima Carvalho informando que, amanhã, terá lugar pelas 16h00 no ministério da Economia, uma reunião com o investidor interessado, o Governo Civil, o IAPMEI, a Câmara Municipal e a Segurança Social.

“É a primeira vez que vamos reunir com o investidor e é uma esperança muito grande”, admitiu Fátima Carvalho, contando que, hoje mesmo e volvido quase ano desde o início da suspensão, os trabalhadores voltaram a votar pela viabilidade da empresa e não pela liquidação, porque – como acrescentou – “nesta terra só têm fechado empresas”.

Alertando para o facto “preocupante” de que “em Oliveira do Hospital o desemprego é o dobro da média nacional”, a presidente do Sindicato dos Têxteis e Vestuário do Centro lamentou que algumas propostas que surgiram, “tenham morrido após as eleições” e disse esperar que o poder central não coloque entraves ao projecto de viabilização que agora está em cima da mesa.

“Esperamos que os ministérios da Economia e da Segurança Social, amanhã, não emperrem este processo”, avisou Fátima Carvalho, garantindo que “se o fizerem, estes trabalhadores não irão baixar os braços e irão com muita razão lutar, até às últimas consequências, pela continuidade do seu posto de trabalho”.

“Deixamos já esta mensagem muito forte”, reiterou, recordando que o problema já se arrasta há quase um ano e há jovens trabalhadores que, dentro em breve, vão perder o direito ao subsídio de desemprego.

Inconformada com a realidade que está a afectar centenas de trabalhadores das confecções no concelho de Oliveira do Hospital, Fátima Carvalho apela ao governo e à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, para que permitam que os “empresários que vivem extremamente isolados possam aceder a formas de apoio”.

Descontente com a política seguida pelos bancos e que se retraem a conceder crédito quando o ramo de actividade é o sector têxtil e das confecções, a sindicalista alerta o Estado para a necessidade de apoiar os empresários e de impulsionar feiras do sector “como acontecia noutros tempos” como forma de dinamizar os mercados.

Paralelamente, na opinião da presidente do sindicato, a solução deve também passar pela união entre os empresários, para que haja articulação no acesso aos mercados “na Europa e fora dela”. “Não podemos olhar para o fatalismo de que a China é que veio prejudicar as empresas. Há outros nichos de mercado”, verificou.

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