Fabriconfex: Trabalhadores reclamam pagamento do mês de Outubro à administração

Com os contratos suspensos desde meados do mês de Novembro, os cerca de 180 trabalhadores da Fabriconfex não abdicam do salário de Outubro que ficaram por receber. Isto mesmo ficou decidido, esta tarde, em plenário realizado com o Sindicato dos Têxteis e Vestuário do Centro, que informou aqueles trabalhadores do facto de o pagamento que vai passar a ser processado pela Segurança Social, só contar a partir da data de inscrição junto do IEFP.

“Os trabalhadores estão muito aborrecidos”, afirmou Fátima Carvalho ao correiodabeiraserra.com, explicando que o advogado da administração tinha informado que a Segurança Social começava a pagar desde Outubro. “Isso não é verdade”, continuou a responsável sindical, referindo que a lei só prevê a retroactividade quando “há três retribuições em atraso”.

Mandatada pelos trabalhadores, caberá a Fátima Carvalho dar conta desta comunicação à administração, com a garantia de que, caso não seja cumprida a exigência até 15 de Dezembro, os trabalhadores se irão concentrar no dia seguinte em frente à empresa.

Sem certezas quanto ao futuro da Fabriconfex, os trabalhadores apelaram ao sindicato para mover esforços junto das instituições, para que a situação de indefinição não se arraste continuadamente.

Antes de reunir com os trabalhadores, Fátima Carvalho participou num encontro com o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino.

“O senhor presidente mostrou-se preocupado e comprometeu-se a enveredar todos os esforços no caso da Fabriconfex”, referiu a responsável sindical, informando que ficou marcada para quarta-feira uma reunião entre o Sindicato, a Câmara Municipal e o Governador Civil de Coimbra.

HBC no topo das preocupações

Pese embora a situação dramática que afecta os trabalhadores da Fabriconfex, Fátima Carvalho não deixa de colocar a HBC no topo das suas prioridades. Aludindo ao facto de em Outubro ter surgido um interessado em viabilizar aquela unidade industrial, Fátima Carvalho referiu que necessita de “soluções concretas” para poder falar com os trabalhadores.

Sem desvalorizar o caso da Fabriconfex, a responsável sindical revelou-se ainda preocupada com outras empresas do concelho, ao mesmo tempo que se mostrou disponível “para cooperar na procura de soluções”. “É uma zona de mono-indústria. Se todas as forças vivas se unirem conseguimos, mais facilmente, solução para o problema”, rematou.

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