Marido detido por suspeita de ter assassinado mulher em Seia e simulado acidente de viação

Homem acusado de matar mulher em Seia condenado a 19 anos de prisão

O homem acusado de matar a mulher, em Seia, foi hoje condenado pelo tribunal da Guarda a 19 anos de prisão por crime de homicídio qualificado, avança a SIC Notícias. Rui Andrade foi acusado do assassinato da esposa e de simular um acidente rodoviário para despistar as autoridades e, além dos 19 anos de prisão, foi condenado ainda ao pagamento de uma indemnização no valor global de 266 mil euros às duas filhas do casal e a 3.575 euros aos pais da vítima relativos a despesas funerárias.

O caso remonta a 18 Novembro de 2014 e o alegado acidente ocorreu na estrada de ligação Furtado – Sandomil, em Seia, na sequência de uma discussão sobre o relacionamento com a companheira Ana Rita, advogada, de 38 anos. O arguido, segundo a acusação, motivado por ciúmes, agrediu a companheira e, “com o intuito de provocar na vítima lesões compatíveis com a tese de acidente e que Marido detido por suspeita de ter assassinado mulher em Seia e simulado acidente de viaçãopermitissem ocultar as lesões que lhe havia infligido voluntariamente, decidiu simular a ocorrência de um acidente de viação”. Posteriormente, mantendo a vítima no interior do carro, “destravou-o, abriu os vidros das janelas das portas do lado do condutor e do pendura e empurrou o veículo pela ravina ali existente, aguardando que este capotasse ou se incendiasse”.

Segundo a acusação, Rui Andrade teria planeado o assassínio da mulher a partir do momento em que descobriu que ela mantinha um relacionamento extraconjugal com um empresário de Gouveia. Mas durante o julgamento, a 25 de Novembro, o homem negou ter delineado um plano para matar a mulher. O tribunal concedeu que a premeditação não foi provada, o que atenuou a pena. O tribunal também não considerou provado o crime de sabotagem informática, por alegadamente Rui Andrade ter instalado no telemóvel da mulher um dispositivo que permitia vigiá-la.

Na leitura da sentença, o juiz referiu que durante o julgamento foi produzida “abundante prova” em relação aos factos provados. Segundo o tribunal, a vítima “faleceu com sinais evidentes de esganadura” e, apesar de existir ausência de premeditação do crime, a morte de Ana Rita poderá ter resultado no culminar de um “momento de exaltação”.

O advogado de Rui Andrade, disse aos jornalistas após a leitura da sentença que irá recorrer da decisão. “Repetir-se-á o julgamento porque ficou incompleto”, alegou o advogado, referindo que o julgamento “não se completou” porque “não se procedeu à indispensável exumação do cadáver” por no decurso da autópsia “não terem sido observadas as regras legais”.

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