No dia em que a Juventude Socialista, o deputado europeu Armando França e a Escola Secundária de Oliveira do Hospital se uniram para homenagear o ex-eurodeputado socialista António Campos, foi sobre os alunos daquela escola que recaiu o desafio de atingirem níveis de excelência.

Homenagem a António Campos e Bolsa de Mérito para alunos da Secundária

Imagem vazia padrãoE o prémio é: uma bolsa de mérito destinada a quatro alunos da Secundária de Oliveira do Hospital e que se traduz numa viagem ao Parlamento Europeu.

Rejeitando a homenagem – remetendo-a para depois da sua morte – mas agradecendo a oportunidade, António Campos preferiu centrar as atenções na plateia de jovens que tinha à sua frente para os desafiar a atingirem patamares de excelência. “Devemos ser bons naquilo que fazemos, para podermos olhar para o lado e ver que estamos a cumprir a nossa missão”, considerou o também cidadão oliveirense, vincando que “não podemos aceitar que temos o direito de crescer e viver, para ficar a olhar para o vizinho do lado”. “Cada um de nós tem que fazer aquilo que pensa”, frisou António Campos, recordando de forma sentida o tempo por que passou na luta pela liberdade e pela democracia. Referiu-se também aos que – tal como ele no passado – têm sobre os ombros a responsabilidade de integrar o Parlamento Europeu, criado com o objectivo de pôr fim às guerras entre os países. “Estão ali representados todos os países para arranjarem consensos”, sublinhou, ao mesmo tempo que elucidou a plateia para o facto de que “à custa destes senhores (os parlamentares) hoje vivem no continente mais evoluído do mundo, com direito à liberdade e a justiças sociais”. “Não é como a China e os Estados Unidos da América, onde a função é salve-se quem puder”, disse.

Recuando no tempo, o fundador do Partido Socialista referiu-se a um país onde “quem quisesse ser livre ia para a cadeia”, pelo que considerou “uma felicidade” o facto de a juventude ter agora à sua disposição um “mundo evoluído”, com acesso à informação ao minuto.

Aos jovens, António Campos aconselhou a trabalharem, a serem independentes e excelentes, porque também ele – como referiu – sacrificou a sua juventude e dedicou muitas horas com entusiasmo, em prol de uma sociedade melhor. “Tenham ideias, criem coisas e ambicionem um novo mundo”, aconselhou.

Armando França referiu-se a António Campos enquanto “pessoa ilustre” e destacou o empenho do ex-parlamentar na luta pela democracia e enquanto membro do governo e do parlamento europeu nos pós 25 de Abril. O patrocinador da Bolsa de Mérito agora instituída fez também uma explanação sobre o que é a dinâmica da União Europeia.

Já o líder da JS oliveirense, João Ramalhete recordou o tempo passado na Secundária de Oliveira do Hospital, justificando ainda a homenagem a António Campos com o facto de nele reconhecer um cidadão, um político cuja dimensão “já ultrapassou as fronteiras concelhias e nacionais”.

A Albano Dinis, presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária, coube agradecer a bolsa instituída não deixando também de se referir ao homenageado como “um homem do mundo” que “merece todo o respeito”.

Liliana Lopes

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