O Hospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD) assinou em Novembro passado a convenção de adesão ao Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), mas até ao momento ainda não operou ao abrigo do novo programa regulador da actividade cirúrgica.

 

Hospital da FAAD ainda não opera pelo SIGIC

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Não estivesse ainda em vigor o protocolo existente com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro e já o bloco de cirurgias do hospital de Oliveira do Hospital estaria inactivo.

Convidado pela unidade hospitalar, o presidente da ARS Centro visitou na semana passada a instituição e deu conta do atraso que se verifica no processo de adesão do hospital da FAAD ao SIGIC por razões burocráticas. Tem valido ao hospital a manutenção do protocolo com aquela administração de saúde, que tem possibilitado a actividade do bloco operatório. Esta preocupação foi transmitida pelo presidente do Conselho de Administração da FAAD que – segundo contou ao diário online do Correio da Beira Serra – solicitou à ARS a manutenção do referido protocolo até que “o hospital atinja uma produção em SIGIC semelhante à produção cirúrgica actual”. “Se deixássemos de fazer operações e, nos restringíssemos ao SIGIC, neste momento, o bloco estava encerrado”, assegurou Sebastião Antunes, sublinhando que só para amanhã 28 de Fevereiro, o hospital tem agendadas 25 cirurgias de cataratas.

Desde que teve início o processo de integração no SIGIC, o hospital da FAAD viu a sua actividade cirúrgica resumida a utentes provenientes dos concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua e Arganil. Note-se que, até àquela data, o hospital operava utentes de toda a região centro. O presidente do Conselho de Administração da FAAD não nega um decréscimo no número de cirurgias, mas sublima que não se trata de uma redução muito expressiva.

O processo burocrático está a atrasar as cirurgias ao abrigo do SIGIC e Sebastião Antunes lamenta que pessoas de Oliveira do Hospital estejam a receber vales cirúrgicos para serem operadas noutros hospitais como é o caso de Badajós.

25 camas para Cuidados Continuados

Entretanto, no “bom caminho” estará a adesão do hospital de Oliveira do Hospital à Rede Nacional de Cuidados Continuados. “Ponderou-se um avanço desta situação para as 25 camas”, adiantou Sebastião Antunes, referindo que as mesmas se destinarão às vertentes de convalescença e média-duração. Está, contudo, consciente de que também estará em causa um processo moroso, até porque o hospital deverá ser sujeito a “obras de adaptação”.

Liliana Lopes

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