Hotel de Turismo da Guarda vai renascer

O Governo anunciou hoje que o edifício do antigo Hotel de Turismo da Guarda vai ser recuperado pelo agrupamento de empresas MRG, no âmbito do Programa Revive, num investimento global estimado de sete milhões de euros. O presidente da Câmara Municipal da Guarda também informou a Assembleia Municipal deste acordo. “Foi isso que nós conseguimos. É que, no limite, [daqui] por quatro anos, tenha que abrir o hotel, no mínimo em 50 por cento daquele espaço”, afirmou.

O grupo MRG fica com a concessão do imóvel icónico da Guarda “durante 50 anos, mediante o pagamento de uma contrapartida anual de 63 mil euros”, estando o investimento total de recuperação do edificado estimado em sete milhões de euros. “O consórcio compromete-se a construir uma unidade hoteleira neste imóvel, que ocupe no mínimo 55 por cento da área bruta de construção. Está prevista uma unidade ‘boutique’ hotel, de quatro estrelas, ligada ao tema da neve, com 50 quartos e com outras valências como SPA (que estará acessível igualmente aos residentes no município) e restaurante”, acrescenta a nota.

O comunicado adianta que o futuro hotel terá uma vertente de formação e “preocupações de sustentabilidade ambiental, como aquecimento de águas através de energia solar ou iluminação LED”.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro (PSD) informou hoje que a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, lhe comunicou hoje que “ontem mesmo o secretário de Estado do Tesouro terá dado o sim final para se iniciar o projecto de concessão à única empresa que concorreu, o que significa que a partir de agora, logo que esteja preto no branco, possa ser desenvolvido o projecto” de recuperação da antiga unidade hoteleira.

O Hotel Turismo da Guarda foi projectado em 1936 por Vasco Regaleira e é um dos edifícios mais emblemáticos da cidade da Guarda, estando situado no centro da cidade. Em 2010, o Turismo de Portugal comprou o imóvel à Câmara Municipal para um projecto de requalificação turística que foi abandonado em 2012. Desde então o hotel está devoluto.

“Em 2015, foram lançados dois procedimentos destinados à venda do hotel, em condições que não atraíram interessados”, sublinha a nota do Gabinete da Secretária de Estado do Turismo, acrescentando que o Governo “decidiu dar um novo uso a este imóvel integrando-o no Programa Revive, um programa conjunto dos Ministérios da Economia, Cultura e Finanças, tornando-o num activo económico, capaz de gerar riqueza e emprego, e que, ao mesmo tempo, valorize a atractividade turística da região”.

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