IC6: Alexandrino desafia a boicote eleitoral e promete corte de estrada por um dia

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital disse assumir o papel de “guerrilheiro” na luta pelo IC6 e exortou o concelho a boicotar as eleições de 25 de maio. Alexandrino prometeu ainda usar as máquinas da Câmara para com outros municípios cortar a estrada (EN17) “desde Gouveia a Oliveira do Hospital”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJosé Carlos Alexandrino duvida do resultado da conferência realizada no último sábado em Seia sobre “os Investimentos em Infraestruturas e o Desenvolvimento da Região da Serra da Estrela” e na hora de encerrar os trabalhos daquele encontro defendeu “um luta de guerrilha que faça dor”.

“Daqui o que é sai?” questionou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, do mesmo modo, colocou em causa a eficácia de “horas, dias e meses de diplomacia política” na luta que com autarcas da região tem travado pela construção do IC6,7 e 37. “O que é que deram?” continuou José Carlos Alexandrino que diante de autarcas, deputados e munícipes da região se revelou “cansado” e “farto de falar” sem ser ouvido pelo governo. “Podemos enumerar um milhão de vezes que temos direito e que é uma injustiça, mas se não nos quiserem ouvir não adianta”, prosseguiu José Carlos Alexandrino que, em Seia, anunciou não querer ser político, mas antes “guerrilheiro” para levar por diante a luta pelos Itinerários Complementares (IC6 7, e 37) que quer que seja “uma luta de guerrilha, que faça dor”.

Para fazer ouvir a voz da região no que àquela matéria diz respeito, José Carlos Alexandrino está disposto a extremar posições. Ao povo de Oliveira do Hospital e ao vários partidos políticos – “porque esta não é uma luta só do presidente da câmara”, frisou – o autarca de Oliveira do Hospital desafiou mesmo ao boicote às eleições europeias no próximo dia 25 de maio, como forma de o concelho mostrar “o seu protesto junto de quem governa”.

“É preciso fazer qualquer coisa, para que o país repare em nós, porque nós também somos gente, também temos vida e temos filhos que queremos que fiquem nas nossas terras”, considerou o autarca ,que assegura não ficar por aqui no que a formas de luta diz respeito.

A participar numa conferência que juntou autarcas e empresários da região, deputados e outros responsáveis, José Carlos Alexandrino desafiou ainda as restantes Câmaras Municipais para que “com as suas máquinas, desde Gouveia a Oliveira do Hospital, interrompam o trânsito (da En17)  e não se deixe passar ninguém durante um dia, mesmo que o presidente do município seja preso por desobediência”. “Não se preocupem porque a prisão fez-se para os homens”, disse o autarca, que entende ser hora de “nos unirmos em grande luta”, fazendo também lembrar que “quando as lutas são importantes para o povo, fazem-se com dor e não se fazem só com cravos”.

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  • P.inoquio.S

    O PS teve tanto tempo para fazer a estrada não a fez porquê? Acham que a Merkel está a pensar vir a Oliveira? O governo de cá manda alguma coisa nisto? “Casa roubada trancas na porta” .

  • Oliveirense

    Em 2002 Durão Barroso prometeu, durante a campanha das
    legislativas, que se fosse Primeiro-ministro construiria a estrada. Porém ganhou
    as eleições e abandonou o país nunca fez o que quer que seja para avançar com a
    obra. Durão Barroso assumiu a Presidência da União Europeia e é um dos principais
    responsáveis pelo facto da Europa atravessar a pior crise desde a sua constituição.

    Todo o IC6, tal como o conhecemos deve-se a Governos
    Socialistas. Pelas mãos do PSD não foi feito 1 único centímetro.

    Quando José Sócrates chegou ao Governo, o IC6 estava parado
    na Catraia dos Poços (construção da responsabilidade de António Guterres) e não
    havia qualquer previsão para que a obra sofresse novos desenvolvimentos. Saliento
    o facto de nem sequer haver estudos para que a obra continuasse nem tampouco estavam
    definidos os troços.

    Em tempo recorde para estas situações definiram-se os
    traçados e fizeram-se todos os estudos necessários, tendo sido publicados em
    Diário da República em 2010. Paralelamente a obra avançou até ao “meio do mato”.
    Nada mais foi construído porque politicamente o PSD inviabilizou a sua
    continuidade.

    Relembro que desde 1985 está prevista a construção dos
    itinerários da Serra da Estrela. Desde essa altura o PSD esteve à frente do
    Governo durante muito tempo e nada fez em prol desta região.

    Inclusive praticamente tudo o que se perdeu nesta região é
    da responsabilidade do PSD.

    Os IC’s não são uma guerra política. São uma luta das gentes
    de toda a região que apenas querem ver consagrados os seus direitos.

    • Não me esqueço

      Vamos então esperar que o PS acabe a “merda” que começou.
      Obras “meu caro oliveirense”, para as estarmos a pagar nós, os nossos filhos, os nossos netos e bisnetos, que fiquem paradas.
      Este governo, só faz quando sabe como entrar e sair. As obras “xuxalistas” levaram-nos a este estado, foi bom para alguns, e se calhar para si, mas para o País e para os Portugueses em geral foi a ruína. Mantenha-se calado, pois é o melhor que pode fazer ao Concelho e à Nação.
      Estes sabem como fazer, agradeça-lhes.

  • Oliveirense

    “Sr. Não me esqueço”,

    Para que também não se esqueça publique o nome dos ladrões do PSD que fizeram o maior roubo da história – o BPN e o BPP.

    O Sr. diz que os socialistas fizeram obra e que são os contribuintes que têm que pagar, pois bem, os Sociais Democratas limpam os bancos, não fazem obra nesta região e os contribuintes pagam.

    São também os contribuintes desta região que vão pagar os 5 mil milhões pelas 59 obras prioritárias, que por coincidência nenhuma é na região.

    São os contribuintes desta região que pagam mais para ir ao médico, que estão a uma hora de uma verdadeira urgência, que vêm os seus familiares a emigrarem por falta de condições no interior.

    Não é o Sr. que me diz para estar calado. Tenha é vergonha na cara… Com Governos do PSD, o interior é totalmente ostracizado.

    Com o PSD temos o pior Presidente da Comissão Europeia (que mentiu ao Portugueses e fugiu do País), o pior Presidente da República (que comprou e vendeu açõs do BPN a preços de saldo só acessíveis a mebros do PSD) e o Primeiro-ministro mais odiado de sempre (que convida os jovens a emigrarem, que roubou os ordenados, que duplicou o desemprego, que roubou direitos ao Portugueses, (…)).

    • Não me esqueço

      O BPN foi um bom negócio. Permitiu, a custo quase desprezável para o contribuinte (considerando os outros elefantes brancos), substituir acções de campanha eleitoral de promessas ocas via trauliteirismo clássico pela publicação gota-a-gota de transacções efectuadas pelos que não optaram por combinações de peixe congelado e alheiras.

      Não foi tão barato como caixas de robalos congelados mas isso é demasiado pindérico para o país dos 10 estádios e dos 2500 km de auto-estrada

    • Não me esqueço

      Os créditos “malparados” do BPN acentuam uma característica: empréstimos concedidos pelas autoridades do banco ( maxime Oliveira e Costa) sem as necessárias garantias. Porquê? Por confiança depositada pelo mesmo nas pessoas tidas como “sérias”? Se tal tiver resquício de plausibilidade, como me parece que tem, porque são muitos os devedores e os negócios são por vezes confusos, Oliveira e Costa arriscou o património do banco e dos accionistas e agora dos contribuintes ( mas não se deve pensar que o previu como possível) em manobras de negócios que se revelaram ruinosos. Não haverá governantes e gestores de empresas públicas que porventura fizeram bem pior que isso?
      Então que crime típico e culposo accionou Oliveira e Costa no Código Penal ou legislação avulsa?
      Não seria pura e simplesmente um crime de insolvência fraudulenta, por erros grosseiros que expôem uma gestão grosseiramente negligente?
      Estou mais virado para essa hipótese do que outra coisa.

      Correio da Manhã;

      Metade dos créditos do BPN comprados pelo Estado, no âmbito da privatização do banco, não têm garantias dos devedores. Como a Parvalorem, sociedade pública que foi criada para acolher os activos tóxicos do BPN, tem uma carteira de crédito num valor global superior a 4,2 mil milhões de euros, o Estado corre sérios riscos de não conseguir recuperar 2,1 mil milhões de euros, até porque muitas empresas e particulares não têm sequer património em seu nome. Para já, até ao final do ano passado, o BPN já custou aos contribuintes mais de 3,4 mil milhões de euros.
      A Parvalorem iniciou um processo de forte pressão sobre os clientes para que estes regularizem os créditos. Com um universo de cerca de cinco mil clientes, “neste momento a Parvalorem não dá tréguas aos devedores”, garante uma fonte conhecedora do processo. Só que, dada a dimensão da carteira, “será muito difícil recuperar os créditos”, frisa outra fonte contactada pelo CM. Daí que seja “preciso gerir bem a carteira de crédito para a situação não pio rar,porque cada caso é um caso” Para que o BPN ficasse em condições de ser privatizado, foi necessário, segundo a estratégia definida pelo governo de José Sócrates, limpar o banco dos seus ativos tóxicos. Por isso, a Parvalorem comprou ao BPN créditos de 4,2 mil milhões de euros. Entre estes, constam empréstimos que foram concedidos pelo BPN a empresas de personalidades conhecidas e a sociedades offshore da antiga Sociedade Lusa de Negócios (SLN), atualGalilei. O CMquestionou o Ministério das Finanças, mas, até ao fecho desta edição, não obteve respostas.
      DOMINGOS DUARTE UMA
      Ex-deputado do PSD transmontano
      O BPN emprestou 50 milhões de euros ao fundo Homeland, controlado por Duarte Lima, para a compra de terrenos em Oeiras. A dívida foi comprada pela Parvalorem, que tem de a cobrar.
      EMÍDIO CATUM
      Empresário imobiliário de Setúbal
      A Pluripar, de que Emídio Catum é acionista, controlava várias sociedades imobiliárias. No total, o grupo deixou uma dívida ao BPN de 135 milhões de euros. Parvalorem tem de a recuperar.
      FERNANDO FANTASIA
      Empresário imobiliário do Algarve
      A Domurbanis é controlada também por Emídio Catum e teve como administrador Fernando Fantasia, que foi ainda gestor da Pluripar. Tem uma dívida de 69 milhões de euros.
      ARLINDO CARVALHO
      Ex-ministro do PSD de Alvaiázere
      O BPN concedeu a empresas do Grupo Pousa Flores, detido por Arlindo Carvalho e José Neto, créditos totais no valor de mais de 60 milhões de euros. Processo corre nos tribunais.

      Sunderel e Cleal
      VÍTOR BAÍA
      Ex-guarda-redes – FC Porto e Seleção Sunderel – Gestão Imobiliária e Cleal – Investimentos Imobiliários, ambas controladas por Vítor Baía, obtiveram créditos do BPN de 10 milhões de euros. Garantias cobrem esse montante.

      Aprigius
      APRÍGIO SANTOS
      Empresário imobiliário – Fig. da Foz
      O grupo de empresas de Aprígio Santos, presidente da Naval 1º de Maio, da Figueira da Foz, tinha uma dívida de 154 milhões de euros ao BPN. Parvalorem tem de recuperar o valor.
      Desvalorização acelerada do património
      Entre 2010 e o final de 2012, o Estado assumiu, através da Parvalorem e da Parups, quase 5,5 mil milhões de euros em créditos e imóveis. Desse total, segundo o relatório da última comissão de inquérito parlamentar ao BPN, quase 2,3 mil milhões de euros são imparidades. Ou seja, os ativos perderam valor.
      13 000 empréstimos em tribunal
      A carteira de créditos da Parvalorem é constituída por um total de 17 095 empréstimos. Desses, segundo a resposta do Ministério das Finanças a um requerimento do deputado do PSD Duarte Marques, 13 mil estão em contencioso. Ou seja, a recuperação dos créditos irá depender da decisão dos tribunais.
      2756 créditos que valem 2,6 mil milhões
      O concurso para a cobrança dos créditos da Parvalorem já fechou, com a receção de mais de duas dezenas de candidaturas. Segundo apurou o CM, a secretária de Estado do do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, obrigou cada candidato a pagar 1500 euros para levantar o caderno de encargos onde se encontram discriminados todos os créditos a cobrar.
      Só no chamado ‘Lote 1’, encontram-se 2756 créditos, a maioria concedidos a empresas com sede em Portugal, no valor de 2,6 mil milhões de euros. Mais de metade destes créditos (1,4 mil milhões) não tem qualquer tipo de garantia associada. Há vários créditos superiores a um milhão de euros, concedidos a clientes particulares, também sem qualquer tipo de garantias. Existem mesmo três empréstimos concedidos a um mesmo cliente particular, no valor de sete milhões de euros, sem qualquer tipo de garantia. No mesmo lote, 8l por cento dos créditos não têm qualquer processo judicial, e só 19 por cento têm alguma espécie de contencioso contra o cliente incumpridor.

  • Oliveirense

    Caro Sr. Não me esqueço”

    O BPN foi a maior burla de sempre em Portugal, qualquer coisa como 9.710.539.940,09 euros.

    Com esses nove mil e setecentos e dez milhões de euros, li algures, podiam comprar-se 48 aviões Airbus A380, 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid, construir 7 TGV de Lisboa a Gaia, 5 pontes sobre o Tejo ou distribuir 971 euros por cada um dos 10 milhões de portugueses.

    O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando tachos para ex-ministros e secretários de Estado sociais democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao BdP para ser Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998.

    O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dia Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva e que entrou na politica em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de 400 milhões de euros.

    Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, atual Ministro dos Negócios Estrangeiros do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.

    O resto da história é mais ou menos conhecido e terminou como colapso do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8 mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar.

    Cavaco também beneficiou das benesses que levou o BPN à falência. Em 2001, ele e a filha compraram (a um euro por ação, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 ações da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as ações com um lucro de 140%.

    Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 mil milhões de dólares, já está a cumprir 150 anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela falência do BPN estão a ser julgados, vão apanhar talvez pena suspensa ou prescrevem os crimes e ficam com o produto do roubo, já que puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a empresas sediadas em paraísos fiscais.

    Realmente o “BPN foi um bom negócio” mas para os ilustres do PSD. Para o contribuinte foi mais do ruinoso e precipitou a entrada da Troika no nosso país.

    • Não me esqueço

      Então peça a cabeça de Sócrates e do seu governo, pois foram eles e mais ninguém que deram o BPN de barato, e ainda limparam para lá os activos tóxicos da CGD que se esqueceu de referir.
      Dê também os parabéns a este governo por ter já recuperado 1/3 dos valores que mencionou.
      Sabe, eu não me esqueço. Estes recuperam o que os outros deixaram levar.

      • Oliveirense

        Caro “Não me esqueço”

        Relativamente à CGD quem eram os responsáveis por esses ativos tóxicos, não seria também “gente” do PSD, que depois até caiu de paraquedas no BPN?

        Em relação ao facto de terem recuperado 1/3 dos valores roubados por alguns membros do PSD, desconheço em absoluto que se tenha recuperado sequer um cêntimo – muito pelo contrário, cada dia que passa o buraco BPN/PSD vai aumentando.

        Como é tão defensor desses miseráveis do PSD que levaram cada contribuinte a pagar cerca de 1000€ diga onde e quando é que recuperaram esse dinheiro – Oliveira e Costa passou os bens para a mulher, Dias Loureiro foi para Cabo Verde e tem as contas bancárias portuguesas praticamente a zero,Duarte Lima, coitado tem que enveredar por outras vias para arranjar dinheiro (…).

        Quando a darem o BPN de barato, pois bem, após a excelente administração que caracteriza as gentes do PSD, não havia outra solução se não quase pagarem para levarem o banco. O mesmo vai acontecer a Portugal daqui a uns tempos. Tudo o que tínhamos de valor foi “dado” a investidores estrangeiros – veja-se o caso da EDP que após o negócio maravilha foi para lá o ex-ministro Catroga ganhar uns míseros 35000€ por mês para um órgão que reúne de vez em quando.

        • Não me esqueço

          Caso BPN BdP: branqueamento capital
          O DN e o Público de hoje destacam a “reacção” do inefável e competentíssimo Vítor, o Constâncio, às declarações de Durão Barroso ( PM entre 2002 e 2004) no caso da supervisão do BdP no que tange ao assunto BPN e consequências nefastas que trouxe à economia nacional, nos últimos anos.

          Vítor, o Constâncio nega. Nega tudo, desta vez e para já sem suores frios ou recurso a papéis ou bufadelas de desalmado inquieto. Nada, tudo calmo, para já.

          Vítor, o Constâncio, dirigiu a instituição supervisora dos bancos entre 1977 e 2010 ( a desgraça do PREC não veio só…), sempre em registo “muito competente”, com os escândalos a estourarem por todos os lados, no final dos anos 90 e início do séc.XXI, sem que o supervisor visse a ponta de um corno, mesmo a ganhar quase vinte mil euros por mês ( € 19 473,43 em 2005) .
          No caso BPN o escândalo é tanto maior quanto o dano mais importante surge após a nacionalização, da responsabilidade de um primeiro-ministro inacreditável.

          E desta vez, Vítor, o Constâncio tem companhia da corporação. Cinco pesos-pesados da economia, antigos funcionários do BdP e que igualmente não viram a ponta de um corno da crise grave que atravessamos e cujos avisos oportunos foram sempre adiados para prognoses póstumas, afiançam a qualidade de super-competente, de Vítor, o Constâncio. Presumida, tal como a deles que por lá passaram e conhecem a corporação.

          O que escrevem o DN e o Público de hoje?

          E o que nos dizem os arquivos de papéis recortados? Alguma coisa.

          Para acompanhar este caso torna-se importante conhecer a cronologia ( a memórias das pessoas é muito curta, como já dizia o sábio que “hádem” ver ainda a perorar por aí) que o DN publica mas com fontes não indicadas. Provavelmentevindas daqui.

          Em 14 Maio de 2004, ainda na pendência do Governo de Barroso ( demitiu-se no mês seguinte para ir para a Comissão Europeia ganhar mais, prestígio inclusivé) , a revista Sábado dava conta, com toda a pompa e circunstância que um editorial do jornalista João Marcelino escrevia ( agora escreve outro sem se lembrar desse tempo…).

          O bravo Marcelino exigia então do BdP um esforço adequado à investigação ( também é isso que faz o BdP, ao contrário do que pretendem insinuar agora os corporativos com as barbas de molho) porque o assunto EFISA o justificava e o BPN tinha adquirido tal activo “tóxico” dois anos antes.

          E quais eram os motivos de preocupação do jornalista Marcelino que o BdP deveria inteirar-se e averiguar ( para aplicar coimas…)? O caso da aquisição de um banco estranho e com capitais duvidosos, numa altura de terrorismo alkaideano. Que fez o BdP? Que diga Vítor, o Constâncio, agora.

          Teria o BdP oportunidade em descobrir outras maroscas ( que outros bancos também fazem, é bom que se escreva) relacionadas com offshores e actividade bancária fora das regras estritas da legalidade documental com assinatura reconhecida por notários.

          Nessa altura, 2002, Dias Loureio ( hoje um pobre pedinte, sem eira nem beira de bens em nome próprio) já tinha começado os negócios com a Plêiade ( que o BPN comproui e Dias Loureiro empochou comissão); já feito os negócios com a SLN e com a Redal e estava de fora.

          Ou seja, o caso do banco Insular, escondido ao Bdp e o caso das offshores já existiam no universo opaco do BPN que o BdP poderia ter descoberto. E são esses os casos que constituem o sumo das acusações contra o BPN de Oliveira e Costa, que terão lesado o banco em alguns milhões, mas nada do que acontece agora, pós-nacionalização.

          Ora acontece que em 2001, a revista Exame ( grupo Balsemão), então dirigida por Camilo Lourenço, escrevera um artigo crítico em relação ao BPN. Nada aconteceu, por banda do BdP. Nada? Enfim, Camilo Lourenço foi corrido da revista…e ainda apanhou com um processo.

          E porém, a fazer fé nas declarações do próprio “Zeca Diabo” às autoridades judiciárias em 2008, tal como conta a revista Sábado de 27 Novembro de 2008 ( altura em que Vítor, o Constâncio reconhece como tendo sido a primeira vez que ouviu falar do BPN em termos pouco abonatórios, esquecendo que já em 2001, o então vice-governador António Marta o havia referido…e insistido em investigar, embora com o sucesso conhecido).

          Nessa altura, em 2008, Oliveira Costa explicou tudo muito bem às autoridades judiciárias que o ouviram: foi tudo uma questão de offshores, algumas para esconder parte das remunerações e prémios de gestão dos administradores e…pouco mais. O caso do Insular e dos negócios do Loureiro, esses estão ainda em águas de bacalhau. Tal com o jornalismo, para quem é, basta.

          Assim que adianta agora incomodar, Vítor, o Constâncio se anteriormente naquelas sessões na AR em que suou frio, andou aos papéis, desmemoriado de todo e a bufar que nem um pagador de impostos, nada aconteceu e até foi promovido, a ganhar mais e com mérito reconhecido por pares do género daqueles?

          Pouco ou nada. Por mim, sugeria ouvir Camilo Lourenço, nas audições previstas. Para o ouvir dizer: arreda! Saia da frente!
          É que já dura há muito, Vítor, o Constâncio, nesta farsa que é o país actual que temos.Para afundar um país, como eles o fizeram, não precisávamos de tamanha competência e génio. Bastava um borra-botas qualquer.

          Ainda em tempo:

          O problema com estes reguladores em alta-rotação e baixa densidade prende-se mais, a meu ver, com um fenómeno típico de “borra-botas” e que é este bem ilustrado na Visão de 30 de Junho de 2005.
          Nenhum deles, em concorrência privada, teria estes rendimentos. Nem de perto, nem de longe. Assim… passam sempre por génios de uma competência tal que ofuscam a própria sombra.

          E até há um exemplo ainda melhor que estes: é o do Pinho dos tamancos que é um génio que nem para lá dos Cárpatos se encontra.

          Mais suores frios para mr. Constâncio…
          Expresso:
          Em declarações ao Expresso, Nuno Melo explica que como eurodeputado tem o poder de interpelar diretamente o Banco Central Europeu, onde Constâncio ocupa o lugar de vice-presidente. É à luz desse mecanismo que Melo irá enviar uma carta onde vai pedir explicações.
          O centrista, um dos deputados que mais se destacou na 1ª comissão de inquérito ao BPN, quer perceber se Constâncio confirma os alertas de Barroso, o que é que lhe foi transmitido pelo então primeiro-ministro e o que é que fez em consequência.
          Na carta, que será enviada esta terça-feira, Melo explica que não só irá citar as declarações de Barroso, como também vai lembrar o buraco deixado pelo BPN, que já chega aos oito mil milhões de euros.
          A propósito desse prejuízo, o eurodeputado lembra ao Expresso que Constâncio o acusou de ser “ignorante” quando, em comissão parlamentar, em 2008, Melo referiu que o prejuízo do BPN já ia em três mil milhões.
          Em entrevista exclusiva dada ao Expresso e à SIC, Durão Barroso revela que, quando era primeiro-ministro, chamou “três vezes Vítor Constâncio a São Bento para saber se aquilo que se dizia do BPN era verdade”.
          Por causa destas declarações, também o PSD, através do deputado Duarte Marques, decidiu questionar a “negligência” do Banco de Portugal. O deputado enviou uma carta ao atual governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, com várias questões que pretende ver esclarecidas sobre a atuação do organismo. Pronto, já está. Vamos ver outra vez o Constâncio “muito competente”, com os suores frios do costume…

          Aos papéis, literalmente…

          E a bufar como um desalmado…

          Coitado do Constâncio. Tão competente e sempre a questionarem-lhe o raio da competência…

          • Oliveirense

            Caro “Não me Esqueço”

            Concordo que muito mais poderia ter sido feito no BdP.
            Não sou “cego” como alguns comentadores ao ponto de defender os do meu partido, apesar de reconhecer que eles foram a nossa desgraça.
            A sua linha de pensamento é como defender os ladrões culpar a polícia quando há um assalto.
            O fundamental de toda esta novela é que os protagonistas enriqueceram desalmadamente e estão impunes – por coincidência ou não a maioria deles são do PSD.
            Na alta esfera politica não há “virgens”, embora alguns queiram tentar fazer acreditar que são todos pudicos.
            Os negócios ligados à banca e que envolvem altas personalidades politicas não são fruto de erros grosseiros, mas sim de uma esperteza saloia que tem como único objetivo o enriquecimento ilícito.

          • Não me esqueço

            Assim já colocamos a plataforma da discussão noutro patamar.
            É verdade que esses “Velhos do Restolho”, friso “Restolho” pelo que parece maioritariamente do PSD se encheram à conta da insolvência do BPN. É também verdade que a maior parte das campanhas politicas do PS e do PSD eram pagas com a compra de acções pelo BPN sendo os valores superiores ao que valiam. Tudo altamente legal, e altamente prejudicial ao BPN. Todos os responsáveis fecharam os olhos, pois foram lá postos para isso, e com ordenados escandalosos.
            É verdade também que o governo de então, do Sócrates, tudo fez para escamotear e dissimular a situação. Colocou como responsável do BPN, o responsável da CGD, passou a controlar as duas entidades, limpando a merda da CGD colocando-a no BPN, tendo essa merda cheiro a PS e também a PSD. Relembro-o que havia um banqueiro que queria comprar o BPN, ora isso não podia ser feito, pois muito se iria saber, onde muitos dos que assinaram o “manifesto dos 70 delinquentes”, perderiam a vontade de escrever, quanto mais de assinar.
            Os únicos que alguma coisa têm feito para que justiça se faça, são o actual governo, pois a principal oposição que têm são esses velhos “artistas” do PSD que estão a ver a sua hegemonia esfumar-se, mais, estão a ver que a sua oposição interna tem razão, e que está farta de ser por eles enganada.
            O seu PS devia fazer o mesmo, mas não, os aldrabões e ladrões que antigamente mandavam no PS, continuam a manter-se em funções.