IC6 e 7: Comunidades Intermunicipais falam de “irracionalidade económica” e solicitam audiência urgente ao ministro da Economia

As CIM de Coimbra e das Beiras e Serra da Estrela colocaram-se ao lado dos municípios na luta pelos IC6 e 7. Responsáveis por aquelas estruturas territoriais unem-se por uma “reivindicação justa” para uma região “que precisa destes investimentos para poder crescer e se desenvolver”.

Presidentes da Comunidades Intermunicipais da Região de Coimbra e das Beiras e Serra da Estrela e autarcas da região, entre os quais o de Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil, Seia e Gouveia estiveram, ao final da manhã de hoje, no limite dos distritos da Guarda e de Coimbra a dar a cara em defesa da conclusão do IC6 e construção do IC7 até Fornos de Algodres.

Foi exatamente na localidade da Póvoa das Quartas, junto à Estrada Nacional 17, onde as Comunidades Intermunicipais comungaram das preocupações dos municípios em face da exclusão daqueles itinerários complementares do conjunto de obras a executar entre 2014-2020.

Para as CIM que se preparam para solicitar uma audiência ao ministro da Economia com carácter de urgência, aquela decisão reflete uma “irracionalidade económica face ao volume de exportações dos concelhos servidos”, para além de também ir contra os objetivos do plano estratégico de transportes e infraestruturas para 2014-2020, nomeadamente no que respeita a promover a coesão social e territorial e contribuir para o crescimento económico”.

“O IC6 até Folhadosa e a ligação até Fornos (IC7) parece-nos que é estruturante e imprescindível”, afirmou o presidente da CIM da região de Coimbra, registando o facto de estar em causa uma “área territorial que precisa destes investimentos para poder crescer e se desenvolver”. João Ataíde deu até o exemplo do município de Tábua, para o qual a construção da primeira parte do IC6 “foi determinante para o seu desenvolvimento”.

“A melhor forma de luta é boa argumentação”

No limite dos distritos, o responsável intermunicipal disse não aceitar “esta frustração de expectativas”, pelo que torna pública a preocupação da CIM a que preside na perspetiva de que a conclusão dos ICs venha a fazer parte do Plano Estratégico que disse ter “uma perspetiva dinâmica” “Queremos dar nota de que esta opção pode ser prioritária e se encaixa nas preocupação do estudo”, afirmou João Ataíde, mostrando-se confiante no diálogo com a tutela e “acalentando a ideia de que a reivindicação possa vir a ser atendida”. “A melhor forma de luta é boa argumentação”, afirma João Ataíde, contrariando em Oliveira do Hospital a ideia que vem sendo defendida pelo autarca local de levar por diante uma luta “com dor”. “Podemos conseguir que o ministro nos ouça”, disse ainda o responsável, certo de que o bom argumento é de que “a infra estrtutura pode gerar riqueza superior ao investimento”e de que “tratando-se de um território de baixa densidade” a construção dos ICs “pode evitar a sua desertificação”.

“Mas 120 milhões de euros são bem empregues. É um investimento reprodutivo que as regiões agradecem e é uma forma de desencravar os concelhos e fomentar o desenvolvimento económico e territorial”

A dar voz a uma “justa reivindicação”, também o presidente da CIM das Beiras e Serra da Estrela lembrou que apesar de estarem feitas muitas auto estradas, “as vias estruturantes estão por concluir”, deixando “entravados muitos concelhos e localidades”. “Se o eixo competitividade é fundamental, tal só será possível se tivermos acessibilidade e apoio à coesão territorial e social”, avisa Vítor Pereira, chamando igualmente a atenção para a importância daqueles troços para a exportação e desenvolvimento turístico. Vítor Pereira lembra que em e causa está um total de 57 km, ao qual está associado “um investimento que tem o seu significado”. “Mas 120 milhões de euros são bem empregues. É um investimento reprodutivo que as regiões agradecem e é uma forma de desencravar os concelhos e fomentar o desenvolvimento económico e territorial”, afirmou ainda o presidente da CIM das Beiras e Serra da Estrela, avisando que “se queremos inverter o ciclo de envelhecimento, só é possível com infra estruturas tão importantes quanto estas”.

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  • P.inoquio.S

    Ainda bem que os senhores presidentes das CIMs vieram por um ponto de ordem no trauliteirismo bacoco.

    • Agradado

      Viram, o tão bem que esteve o nosso presidente, entrando mudo e saindo calado. Que aprenda, e deixe lá a dor e sangue e cortes de estradas, com esse feitio não chega ao posto que almeja e que pensa que lhe dão. Quando chegar a hora vão gozar com ele.
      O governo o que faz, faz bem e só faz, ser poder e for viável.