Idoso burlado em 15 mil Euros em dia de feira

Deslocava-se a pé para a feira de Oliveira do Hospital, que se realizou dia 14 de Dezembro, quando o octogenário terá sido abordado, cerca das 10h00, por um indivíduo na casa dos 40 anos, que primeiro lhe perguntou se conhecia o proprietário de uma determinada habitação e, depois, o informou que tinha consigo um embrulho com dinheiro para distribuir pelos pobres.

À conversa ter-se-á juntado um segundo indivíduo, mais velho, que convidou o homem de 80 anos a deslocar-se até uma viatura, onde se encontrava um terceiro indivíduo na casa dos 60 anos.

Manifestando resistência relativamente à ordem que tinha recebido, o octogenário acabou por entrar no carro, sob ameaça de uma arma.

O primeiro destino acabou por ser a dependência do BPI de Arganil, onde o octogenário disse que tinha uma conta aberta, mas o facto de aquela quantia de dinheiro não estar disponível no banco, acabou por levar os quatro homens até Coimbra.

Foi então, numa outra dependência do BPI, que o octogenário levantou os 15 mil Euros e os entregou aos três indivíduos que o abordaram, em Oliveira do Hospital, ao início da manhã. Em troca, recebeu um embrulho onde julgava estarem os 15 mil Euros e a indicação de aguardar pelos três indivíduos num café das imediações, enquanto iam entregar o dinheiro na igreja de Santa Cruz para ser distribuído pelos pobres.

Estava assim consumada a burla, já que os indivíduos nunca mais apareceram e o embrulho, em vez de dinheiro, continha vários jornais dobrados.

“Dificilmente se conseguem identificar os burlões e repor o dinheiro”

Com dificuldade em classificar o tipo de crime praticado – “não sei se burla, roubo ou sequestro”, frisou – o comandante do Destacamento Territorial da GNR da Lousã referiu ao correiodabeiraserra.com que a abordagem feita pelo primeiro indivíduo foi a de “típico burlão”.

“Tentou estabelecer um denominador comum para ganhar a confiança do octogenário”, explicou Armando Videira, notando que o aparecimento faseado dos indivíduos junto do burlado é também prática comum neste tipo de crime.

Tendo em conta o sucedido na passada segunda-feira e outros casos já verificados, o comandante do Destacamento da Lousã alerta os idosos “para que não acreditem na boa-fé de desconhecidos que, na maioria das vezes, alegam motivos altruístas ou o conhecimento de determinadas pessoas”.

“Não confiem em pessoas estranhas e não alimentem conversas”, avisou Armando Videira, aconselhando ainda que “nunca demonstrem que estão sozinhos na rua ou em casa”.

Do mesmo modo, recomenda que as pessoas burladas “memorizem as características físicas dos indivíduos e das viaturas em que se deslocam”. É que, no caso que remonta à passada segunda-feira, o octogenário não consegue adiantar qual a matrícula, marca ou modelo do carro.

O caso está agora em sede de inquérito, mas Armando Videira referiu a este jornal que este tipo de crime “é de muito difícil investigação”. “Dificilmente se conseguem identificar os burlões e repor o dinheiro”, verificou.

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