Incêndio consumiu habitação e antecipou entrada de idosa em lar

 

… perto das 13h00 quando a proprietária, de 79 anos, se encontrava no centro de dia da freguesia.

O incêndio que, ontem, reduziu a cinzas a casa onde habitava desde 1983, obrigou Maria da Conceição Joaquim a antecipar a sua entrada no Lar de Idosos de Ervedal da Beira, onde deveria ser admitida na próxima quarta feira.

A mulher angolana, encontrava-se à hora do incêndio, perto das 13h00, no centro de dia, sendo por isso poupada aos momentos de aflição que se viveram no bairro social Santo André. O alerta foi dado por uma vizinha que se apercebeu do incêndio quando se preparava para entrar no carro. “Peguei logo na mangueira para evitar que as chamas chegassem à minha casa”, recordou hoje, partilhando o momento de pânico que viveu só de pensar que a botija de gás que se encontrava na cozinha pudesse explodir”. Uma situação que acabou por ser evitada pelos bombeiros que, logo que chegaram ao local se concentraram em defender as habitações do bairro que se localizam muito próximas umas das outras.

Ao que tudo indica, o fogo terá tido origem na chaminé da salamandra que se encontrava na cozinha e que, momentos antes, tinha sido acesa pela filha da idosa, com o objetivo de aquecer a habitação.

“A minha mãe não costumava acender, mas depois de falar com o meu irmão ele disse que não havia problema e decidi acender”, contou hoje, profundamente desgostosa a filha Ana Odete, contando nunca ter pensado que, daquela forma, pudesse provocar um incêndio na habitação. “Só queria que a casa ficasse mais confortável”, referiu, recordando que, porque se encontrava a gozar de uma folga no trabalho, depois de acender a salamandra se deslocou a Oliveira do Hospital para tratar de assuntos.

“Quando me telefonaram a contar o que se tinha passado, nem queria acreditar”, continuou a mulher que, apesar de residir em Aldeia Formosa, tem a responsabilidade de olhar pela mãe desde que o irmão saiu da casa agora ardida por motivos profissionais.

Ana Odete contou que quando regressou ao bairro já encontrou a casa totalmente destruída. “Ainda retirámos os móveis de dois quartos, alguma roupa e livros do meu irmão”, contou, satisfeita, porém, por a mãe naquela hora se encontrar no centro de dia, e ter lugar certo no lar de idosos, onde já dormiu na última noite.

Em face de uma casa totalmente devastada pelo fogo, Ana Odete garante não esmorecer e tudo fazer para a reerguer. Para o efeito, espera contar com apoio de populares que, nesta hora difícil já se mostraram solidários e prontos para ajudar. “Não estava à espera”, disse agradecida. No combate às chamas, que foram dadas como extintas cerca das 14h30, estiveram envolvidos 18 bombeiros, apoiados por cinco viaturas da corporação de bombeiros de Lagares da Beira.

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