Incêndios excessivos preocuparam em ação de comemoração do dia da Árvore e da Floresta

 

… em torno da excessiva ocorrência de incêndios no concelho.

Porque é através das crianças que mais facilmente se chega aos pais, bombeiros e responsáveis pela proteção civil do concelho aproveitaram a ação, hoje realizada no Parque do Mandanelho. para chamar a atenção para práticas negligentes que ameaçam a floresta concelhia.

Um cigarro mal apagado e até uma pequena fogueira foram alguns dos exemplos dados às crianças com o objetivo de, elas próprias, passarem a mensagem junto dos pais e até os dissuadirem a práticas menos corretas no que respeita à floresta.

A acção de sensibilização constou do programa comemorativo do Dia Mundial da Floresta e Dia da Árvore que levou os alunos do pré-escolar ao Mandanelho, onde participaram em outras iniciativas como o envazamento de sementes, atelier de expressão plástica e ainda um forest paper.

Momento muito aguardado por todas as crianças foi o contacto com o “esquilo” e a plantação de árvores, uma por agrupamento. Uma iniciativa que para além de pretender assinalar as efemérides, insere-se no quadro dos objetivos da Agenda 21 Local concelhia e que, em matéria de ação educativa ambiental, já teve materialização na reflorestação de 15 hectares de árvores em três perímetros florestais distintos, na recolha de 15 toneladas de lixo através da iniciativa cívica Limpar Portugal, na participação das iniciativas da Associação Bandeira Azul da Europa, e na atribuição do certificado Eco-Escolas.

A iniciativa que também assinalou o início da Primavera ficou-se, este ano, por uma ação de plantação limitada apenas a quatro árvores devido à seca que se faz sentir. “Como não chove não havia condições para uma ação de reflorestação”, referiu a vereadora da Educação, Graça Silva, notando que este ano o município decidiu efetuar apenas uma ação simbólica.

Ocorrências de incêndio já ultrapassam as registadas em igual período de 2005

O perigo de incêndio e os números que, desde o início de 2012, estão afetos ao concelho oliveirense são motivo de preocupação para a vereadora que dá conta de um número de ocorrências e de área ardida que é “atípico” para esta altura do ano.

“Já registámos 36 ocorrências e só nos dois grandes incêndios da semana passada – Santa Ovaia e Senhor das Almas – arderam 16 hectares de floresta”, pormenorizou o responsável pelo gabinete florestal da Câmara Municipal, comparando com o ano passado, em que no total arderam 19 hectares de floresta no concelho.

José Carlos Silva alerta ainda para o facto de 90 por cento das ocorrências terem tido origem negligente decorrente das más práticas dos oliveirenses que “estão pouco conscientes dos perigos de queimas e queimadas” quando as temperaturas sobem acima do que é habitual.

Tomando o ano de 2005 – foi nefasto para o concelho – como referência, o engenheiro florestal nota que, nem nos três primeiros meses daquele ano o cenário foi tão negro como o que se vive em 2012.

Garantiu porém que os episódios de incêndio têm estado sujeitos a investigação policial, tendo já sido identificado o presumível autor de forma negligente do incêndio ocorrido quarta feira em Santa Ovaia. Por identificar está porém o autor do fogo em Senhor das Almas, que terá tido origem em mão criminosa, vulgo fogo posto.

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