Incêndios fora de época dão que fazer a bombeiros de Oliveira do Hospital

… foi dado como controlado pelas 23h00.

“Já há vários anos que isto não acontecia”. A afirmação é feita pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital numa análise à situação atípica a que ontem se assistiu no concelho oliveirense.

Depois de a meio da tarde a corporação da cidade ter, com a ajuda de mais quatro corporações e o helicóptero, conseguido dominar as chamas que começaram a lavrar pelas 11h50 na freguesia de Santa Ovaia, a sirene voltou a alertar para um novo foco de incêndio, em Senhor das Almas, freguesia de Nogueira do Cravo.

Um fogo muito semelhante ao verificado em Santa Ovaia – consumiu quatro hectares de floresta e foi combatido por 52 homens – mas que se tornou mais grave devido à intensidade do vento, chegando a consumir uma área que se estima entre os seis e os sete hectares.

Na luta pelas chamas, a maior preocupação dos bombeiros foi de proteger habitações localizadas nas imediações, acabando por não resistir algumas casas desabitadas, palheiras e amontoados de lenha.

Com grande parte dos meios concentrados da operação do rescaldo em Santa Ovaia, a corporação da cidade socorreu-se dos bombeiros de Penacova, Poiares, Serpins, São Romão, Pampilhosa da Serra, Miranda do Corvo, Seia, Góis, Lagares da Beira, Tábua, Coja e Vila Nova de Oliveirinha, num total de 131 homens.

O Grupo de Primeira Intervenção da GNR também esteve no local, bem como o responsável pelo gabinete técnico florestal e presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

No combate ao incêndio, que só pelas 23h00 foi dado como controlado, valeu ainda a ajuda preciosa do helicóptero.

“Quando ainda estamos numa primeira intervenção, acudir a uma segunda intervenção é muito complicado”, verificou o comandante Emídio Camacho, elogiando a prontidão das corporações vizinhas no combate ao fogo que, se julga, tenha tido origem em mão criminosa.

Às portas da primavera, as chamadas de socorro para combate a incêndio têm sido uma constante quase diária na corporação de Oliveira do Hospital. “Não chove, as temperaturas estão fora do normal e as pessoas também não têm os cuidados devidos quando realizam queimas e queimadas”, constata o responsável que, desde o início de 2012, já regista um número muito elevado de saídas para incêndio e que não é considerado normal para esta altura do ano.

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