Individualidades disseram “presente” na hora de refletir sobre o “Distrito de Coimbra: Presente e Futuro das Autarquias Locais”

 

Deputados da Assembleia da República, presidentes de câmaras municipais e de juntas de freguesia, vereadores e outras personalidades que têm ou tiveram responsabilidades no distrito de Coimbra acederam, no sábado, ao desafio de analisar o momento atual e futuro das autarquias locais.

Pela pertinência da  atualidade, o mote do encontro realizado na Casa da Cultura César Oliveira e estruturado em três painéis – Freguesias, Concelhos, Distrito e Região – revelou-se de manifesto interesse para um conjunto de oradores, em particular eleitos locais e distritais que a seu cargo têm a responsabilidade de prestar contas perante uma população que os elegeu.

Num cenário de anunciada reforma administrativa que, entre outras implicações diretas tem adjacente a significativa redução de juntas de freguesia, o tema acabou por ser dominante entre os responsáveis políticos.

Realizada num concelho que pode ser fustigado pela extinção de quase metade das suas freguesias, a postura assumida pelos intervenientes locais foi de total oposição às intenções do governo.

Aconteceu assim com o presidente da Junta de Freguesia de Ervedal da Beira, Carlos Maia, e presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino que viram as suas posições apoiadas pelo presidente da maior junta de freguesia do distrito, Santo António dos Olivais, em Coimbra, Francisco Andrade.

Penacova, Mira, Miranda do Corvo e Coimbra foram os concelhos que também fizeram eco na iniciativa que contou, igualmente, com um olhar à luz do direito e com as intervenções de antigos governadores civis e atuais deputados na Assembleia da República.

Ao comando do movimento cívico e apartidário, Pedro Costa, justificou o evento com a necessidade de se discutir sobre a realidade atual e por entender que “é a partir dos meios pequenos que se consegue mudar o mundo”.

O jovem investigador natural de Meruge que, também integrou o painel alusivo às freguesias, apelou ao exercício de uma “cidadania participativa”. “Temos que falar, discutir e ser ouvidos”, referiu o principal mentor do colóquio, que também se revelou cáustico em relação ao funcionamento de algumas juntas de freguesia e até de partidos políticos – deu o exemplo do PCP – onde os militantes, que designou por “funcionários”, “se fecham e não discutem cara-a-cara”.

“Os políticos devem estar à altura e não estar fechados em si próprios”, considerou o jovem investigador que, chegou a apelar à denúncia dos “maus exemplos de autarquias”, por entender que “a democracia tem que deixar de ser opaca e deve ser clara”.

Num momento em que se avizinham profundas alterações no dia-a-dia dos portugueses e proliferam críticas e opiniões, a iniciativa acabou porém por não se revelar atrativa para a comunidade em geral e responsáveis concelhios em particular.

“A plateia está reduzida a metade e apenas vejo seis presidentes de junta de freguesia de Oliveira do Hospital”, chegou a observar o autarca de Ervedal da Beira.

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