Infeções respiratórias. Autor: Dr. Libério Ribeiro

As infeções agudas das vias aéreas são a causa mais frequente de consulta nos serviços de atendimento médico pediátrico, sendo uma causa de morbilidade importante em todo o mundo, acarretando custos elevados, pelo absentismo que implicam e com muito maior frequência no período de Outono e Inverno.

A sua etiologia é, em mais de 80% dos casos, viral.

Existem vários vírus responsáveis (rinovírus, coronavírus, vírus sincicial respiratório, coxsackie, influenza, parainfluenza, adenovírus e outros), sendo a criança tanto mais vulnerável quanto mais jovem, pela sua imaturidade imunológica.

As manifestações clinicas são várias: coriza, obstrução nasal, espirros, rinorreia, dor de garganta, cefaleias, febre, tosse seca, mialgias, calafrios, podendo provocar choro, irritabilidade, recusa alimentar e vómitos nos lactentes.

O seu diagnóstico é essencialmente clinico e a identificação do vírus é desnecessária, salvo nalgumas situações mais graves ou por razões de importância epidémica.

O tratamento é totalmente sintomático, estando contraindicado o uso de antibióticos, que deverão ser reservados para as complicações bacterianas que eventualmente possam ocorrer.

Medidas gerais como repouso no período febril, hidratação com ingestão de líquidos e dieta conforme aceitação, a desobstrução nasal com soro fisiológico e humidificação do ambiente, devem ser tomadas.

Podem utilizar-se medicamentos antipiréticos e analgésicos, anti-inflamatórios, descongestionantes nasais, com moderação e por períodos curtos, antitússicos e anti-histamínicos, estes últimos apenas por indicação médica.

O prognóstico é bom, dado serem doenças autolimitadas, em crianças sem problemas imunológicos.

As complicações mais frequentes são as infeções bacterianas, onde se devem utilizar os antibióticos, sempre por prescrição médica, e nunca como prevenção dessas complicações, pela sua inutilidade e poderem causar efeitos adversos e aumento da resistência aos antibióticos.

Recentemente surgiu no mercado nacional uma alternativa, um medicamento à base de plantas, que demonstrou em vários ensaios clínicos e meta-análises, ter um efeito antiviral e citoprotector, propriedades antibacterianas e secretomotoras, o que permite encurtar o período de doença com recuperação mais rápida, diminuir a intensidade dos sintomas e prevenir as infeções bacterianas, sendo seguro, dado não estarem descritos efeitos adversos graves.

Medidas preventivas devem ser tomadas procurando limitar a propagação destas infeções, como a lavagem de mãos frequente, evitar o contacto com pessoas infetadas, espirrar ou tossir colocando o antebraço em frente do nariz e boca, não apertar a mão ao cumprimentar, não dar beijos, evitar espaços fechados e mal arejados, que facilitam a propagação destas infeções.

Os doentes alérgicos, com rinite e/ou asma, devem dobrar de cuidados, dado estas infeções poderem desencadear exacerbações da doença e estarem mais dispostos às suas complicações.

Em conclusão, as infeções respiratórias agudas são muito frequentes e o principal motivo de consulta no período do Inverno, o seu diagnóstico é essencialmente clinico, devendo evitar-se exames auxiliares de diagnóstico dispensáveis e medidas terapêuticas desnecessárias e sem benefício, procurando uma prevenção eficaz.

ddrrdrdrAutor: Libério Ribeiro

Pediatra e Presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica

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  • Cobra

    Era uma vez, um Lopes… não sei quando nasceu, mas já é velho
    porque tem cabelos brancos (da idade, não de sapiência).

    Consta que enriqueceu la pela Madeira, com a ajuda de um
    gorducho, avarento e currupto, da mesma laia portanto.

    Despois de escorraçado da Covilhã, onde “sangsugou” os
    clubes de futebol e umas quantas empresas e uns políticos, veio então parasitar
    para a Beira Serra… Ou será que veio fugido depois da estranha morte de um funcionário

    Pelo caminho encalhou dinheiro nuns sítios… se retorno. Bem
    disse que cabelos brancos não eram da sapiência.

    Voltando à Beira Serra, por lá andou a melgar, como quem faz
    oposição, quando o governo era D, quando o governo passou a S, e não lhe deram
    o prometido, decidiu então escrever a crónica pessoal “ A loucura do…”.

    Posto isto, ainda bem que a mãe se ficou pelo caminho.. ou
    não, umas palmadas ainda calhavam bem. Mas agora quem manda é a mulher e a
    filha, porque são elas que têm os poucos tostões que ainda sobram.

    O mal deste senhor é ser avarento e pouco inteligente, mal
    educado e rude. Um verdadeiro campónio com tostões. Alias, é insultuoso comparar
    tal figura a um campónio.

    O avarento cobiça o que é dos outros, mas não trabalha para
    fazer melhor… esperneia, berra e mexerica.

    Boa sorte avarento, adoro esse jornal onde se presta ao ridículo
    e se mostra que ter o carrinho e andar bem vestido, não dá bons modos a ninguém.

    (haverá desenvolvimentos ao longo da semana)

    • Adjunto de ordens

      O que vale é que nós conhece-mo-lo a ele e a vós. Ele sabemos o que fez e faz. E vós, também sabemos..! Lê o comentário de cima…mais um tachito,…e tudo a bem da Nação..! Mais uns dias e já sabeis como elas vos mordem…”Haverá desenvolvimentos ao longo da semana”… e a qualquer momento…Será que todos vão passar o Natal em casa..?

  • Dec-Lei n.º 53/2015, de 15/04

    Despacho n.º 9868/2015
    1 — Considerando a proposta do Diretor Executivo do Agrupamento
    de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte e o parecer favorável do
    Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Centro, I. P.,
    autorizo, em regime de tempo parcial, o exercício de funções médicas
    pela aposentada Aldina Henriques Lopes Cunha Neves, nos termos e
    para os efeitos do estatuído no Decreto -Lei n.º 89/2010, de 21 de julho,
    alterado pelo Decreto -Lei n.º 53/2015, de 15 de abril, em particular, nos
    artigos 4.º, 5.º e nos números 4 e seguintes do artigo 6.º
    2 — O presente despacho produz efeitos a 1 de agosto de 2015.
    24 de agosto de 2015. — O Secretário de Estado da Saúde, Manuel
    Ferreira Teixeira.

    • Bonita acção

      Então a Srª Aldina, a ver aquilo tudo lá na assembleia, e com marchas lentas e tudo e não foi capaz de dizer que já tinha sido contratada?
      Linda menina. Estamos bem entregues.

      • Adjunto de ordens

        Em boa verdade, já nada me surpreende. Está esta senhora ali sentada a ouvir a discussão e nem uma palavra foi capaz de dizer em abono de quem lhe arranjou o “Part Time”, da reforma. Ao menos podia ter dito: “desculpem, o governo está esforçar-se. Estou aqui eu que acabei de ser contratada para ajudar a resolver o problema” Está bem, está…