Infiltrações no Café Central agravam dívida de renda junto da Câmara Municipal

 

Continua por sanar o problema que envolve a proprietária do Café Central e a empresa arrendatária, que já se traduz num atraso de quase um ano no pagamento das rendas.

Na base do desentendimento está um problema de infiltrações que afeta o interior do espaço, localizado no Largo Ribeiro do Amaral, e que, na opinião, da empresa arrendatária é da responsabilidade do empreiteiro que executou a obra, e deve ser resolvido pela Câmara Municipal.

Com um atraso no pagamento da renda – ronda os 1500 Euros mensais – que se arrasta desde maio do ano passado, a empresa arrendatária nega-se a saldar a dívida de cerca de 15 mil Euros junto da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

Pelo contrário, espera que lhe seja atribuída uma indemnização correspondente a 12 rendas.

Contactado pelo correiodabeiraserra.com, o empresário Nuno Pereira adiantou que desde o primeiro dia de exploração sinalizou os defeitos de construção e falhas de equipamentos junto da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, mas que apesar de algumas situações terem sido tratadas, ficou por resolver o problema das infiltrações.

De acordo com o empresário, o novo executivo autárquico mostrou abertura para resolver o problema e, no início de 2010, chegou a “definir um prazo para entregar tudo em condições”. “O prazo não foi cumprido por parte da Câmara Municipal”, referiu Nuno Pereira, sublinhando que o mesmo se esgotou em maio do ano passado, data a partir da qual cessou com o pagamento das rendas.

Fazendo questão de informar que o sistema de exaustão do edifício só foi colocado em setembro do ano passado, o empresário assegurou a este diário digital que “a Câmara Municipal fez um acordo com o advogado onde admite erros de construção e se compromete a efetuar um cálculo dos prejuízos com vista ao ressarcimento através de indemnização”.

Sem respostas da autarquia desde dezembro passado, Pereira garante que não vai voltar a atrás na sua decisão e aponta o dedo aos “prejuízos incalculáveis” com que se tem vindo a deparar. “As pessoas não entram porque chove cá dentro”, sublinha.

O desentendimento que se verifica entre a autarquia e empresário já chegou às reuniões dos principais órgãos autárquicos. Para além de na última Assembleia Municipal, o tema ter sido abordado pelo deputado do PSD Rui Abrantes, também o vereador Mário Alves levou o assunto à mesa do executivo.

“Há contratos escritos que obrigam as partes. Se uma não cumprir, cabe à outra parte fazer cumprir o que o contrato diz, que é a denúncia do contrato e que a CMOH seja ressarcida do valor em dívida”, afirmou, terça-feira, o ex-presidente da autarquia, defendendo que “os munícipes devem ser tratados em pé de igualdade”.

Admitindo que a empresa responsável pela exploração “ultrapassou o razoável”, José Carlos Alexandrino referiu que o caso já foi entregue aos advogados da autarquia. O presidente da Câmara garantiu não ter intervenção direta no processo e explicou que “os problemas de que a empresa se queixa não têm nada a ver com a garantia da obra”.

Na opinião do vereador do PSD Mário Alves a solução passa pela “rescisão do contrato pura e simplesmente”. “O que dizem e pensam os cidadãos do concelho que se candidataram à exploração do Café Central?”, questionou.

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