Iniciativa da Liga Portuguesa Contra o Cancro pretende alertar meio milhão de crianças para os cuidados a ter com o sol

A campanha “Hora do Sol Saudável” vai ser promovida nas escolas em todas as escolas de ensino básico de Portugal e pretender alertar, até ao dia 15 de Maio, as crianças entre os 6 e os 10 anos de idade para os riscos da exposição solar em excesso. A iniciativa, criada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), com o apoio do Ministério da Educação e Ciência, pretende chegar a meio milhão de crianças. O objectivo é promover hábitos responsáveis junto dos mais novos, de forma lúdica e pedagógica, envolvendo pais e professores.

O projecto tem como Embaixador o Cifrão, conhecido cantor e bailarino, que criou a música e videoclip para a campanha. Até 15 de Maio, as crianças serão desafiadas a recriar um vídeo que alerte para os malefícios da exposição solar, em que os critérios de avaliação serão criatividade, originalidade e utilização das mensagens correctas.

“A prevenção do cancro da pele é uma das principais preocupações da Liga Portuguesa Contra o Cancro nas diversas acções de sensibilização que promove. Todos os anos, procuramos informar e sensibilizar toda a população para a necessidade de adoptar comportamentos responsáveis face à exposição solar”, começa por explicar Francisco Cavaleiro de Ferreira, Presidente da LPCC. “Projectos como a Hora do Sol Saudável são essenciais para envolver e cativar a comunidade escolar. É primordial garantirmos que as mensagens de prevenção são incorporadas desde logo no processo de crescimento das crianças. Por isso, as escolas e educadores têm um papel importantíssimo”, acrescenta.

Portugal tem, a cada ano, 800 novos casos de melanoma e está na cauda da Europa (apenas à frente da Alemanha) no que respeita à utilização de protectores solares, onde a taxa de penetração é apenas de 67 por cento.

“A campanha ‘Hora do Sol Saudável’ parte do princípio de que o Sol é indispensável à vida e que os raios solares nos ajudam a fabricar a vitamina D, fundamental para o desenvolvimento ósseo. Por outro lado, pretende também mostrar que o Sol em excesso é maligno e ensinar a população a distinguir entre exposição solar benéfica e exposição solar excessiva e perigosa”, referem os responsáveis do projecto.

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