Inovação é ‘chave’ para retirar Queijo Serra da Estrela da curva descendente

 

… para inverter o sentido descendente por que está a passar o Queijo Serra da Estela.

“Não estamos de braços caídos”. A garantia foi dada, no sábado, por José Carlos Alexandrino no decorrer do 23º capítulo da Confraria do Queijo Serra da Estrela, depois de enumerar os vários fantasmas que chegam a colocar o Queijo Serra da Estrela em “perigo de extinção”.

As dívidas do estado à ANCOSE, a reduzida produção de queijo com o leite de ovelha Bordaleira ou Churra Mondegueira Serra da Estrela – “apenas 10 por cento”, referiu – e o cenário de seca foram alguns dos aspetos negativos citados pelo autarca de Oliveira do Hospital, mas que o próprio fez questão de deitar por terra, tomando por base o trabalho que no concelho está a ser desenvolvido no sentido de inverter aquele cenário.

“Neste território do interior do país também há inovação, e é com muito orgulho que anuncio que, neste concelho, está a ser desenvolvido um grande projeto de inovação, com incorporação de tecnologia, concebido para valorizar o Queijo Serra da Estrela, retirando-o da curva descendente em que se encontra, e propiciando a atração de jovens para uma atividade nobre da região”, afirmou.

José Carlos Alexandrino referia-se, assim, em concreto, ao trabalho que está a ser desenvolvido pela BLC3, em parceria com a Universidade do Minho, e cujo projeto vai ser candidatado ao QREN.

“Poderá constituir um passo decisivo para a internacionalização do afamado e genuíno Queijo Serra da Estrela”, referiu o presidente oliveirense, destacando em concreto cada uma das fases do projeto, nomeadamente e como forma de “disciplinar um mercado”, a criação de um kit analítico que permita identificar, com rigor, a utilização do leite produzido pelas raças Bordaleira e Mondegueira, de forma a garantir a autenticidade do produto.

Como forma de potenciar a exportação do produto, Alexandrino destacou a segunda fase de paralisação de bolores e, valorizou, num terceiro momento, a fatiagem do Queijo Serra da Estrela em doses individuais, possibilitando o seu acesso a mercados gourmet.

“É deste tipo de projetos, com uma nova visão, que o interior do país precisa para sairmos da crise a que a inércia e a passividade nos conduziram”, rematou o autarca.

Alexandrino falava assim numa sessão da responsabilidade da Confraria do Queijo Serra da Estrela, realizada no âmbito da 21ª Festa do Queijo Serra da Estrela e Outros Produtos Locais de Qualidade e na qual decorreu a habitual cerimónia de entronização de novos confrades.

Entre os confrades de Honra destaque para os municípios que apoiaram a candidatura do Queijo Serra da Estrela ao concurso das “7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa” e a ADIBER. O chefe de cozinha Hélio Loureiro, conhecido pela confeção de vários pratos com recurso à afamada iguaria, também foi entronizado. Prevista estava também a entronização do padrinho da candidatura do Queijo Serra da Estrela ao concurso das “7 Maravilhas”, mas o campeão olímpico Carlos Lopes não compareceu na cerimónia, onde também foram entronizados nove novos confrades efetivos.

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