Inspetor da Judiciária veio alertar para os perigos do uso da internet por parte crianças e jovens

A dureza dos números serve de alerta: “ em Portugal, um milhão de crianças usa a internet”. Uma realidade que para o inspetor Camilo Oliveira, da Polícia Judiciária de Coimbra deve merecer a preocupação de todos, em particular dos pais, tal tem sido a rápida disseminação da internet por todo o tipo de aparelhos e a sua acessibilidade em qualquer lugar.

A participar numa sessão de esclarecimento alusiva à “Criminalidade Online – os perigos da Internet”, organizada pelo Contrato Local de Desenvolvimento Social de Oliveira do Hospital – TEAR, em parceria com o Município de Oliveira do Hospital, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e Santa Casa da Misericórdia de Galizes, Camilo Oliveira alertou sobretudo para os riscos inerentes ao uso de internet por parte de crianças e jovens, nomeadamente para a ocorrência de crimes de natureza sexual de que as crianças podem ser alvo.

Numa sessão que atraiu poucos interessados ao auditório da Caixa de Crédito de Oliveira do Hospital, aquele elemento da Polícia Judiciária, que não deixou de evidenciar as vantagens decorrentes do uso de internet, apontou o dedo ao uso massificado da internet, em particular das redes sociais, como o Hi5 e o Facebook, onde crianças e jovens são convidados a estabelecer relações de amizade com o mais variado tipo de pessoas.

“Os abusadores e predadores sexuais estão nas redes sociais e vão-se ligar a crianças e jovens”, garantiu Camilo Oliveira, dando como certa a presença de “criminosos no espaço onde estão as crianças”. “É quase como meter um pedófilo num parque infantil sem ser vigiado e onde não tem qualquer dificuldade em abusar dos menores”, comparou aquele elemento da Polícia Judiciária que a par de vários casos de criminalidade sexual online, garante que a “maioria parte não chega às autoridades”, até porque muitas crianças e jovens “nem se apercebem de que estão a ser vítimas de crimes de índole sexual”.

A preocupação que motivou a vinda de Camilo Oliveira a Oliveira do Hospital foi partilhada pelo vice-presidente da Câmara Municipal, que associou tal realidade ao uso massificado de internet quer nas escolas, quer em casa e até nos espaços de acesso livre à Internet que vão surgindo um pouco por todo o concelho.

Ainda que tenha destacado a facilidade no acesso a informação e na aproximação a outras pessoas, José Francisco Rolo alertou para a presença de crianças nas redes sociais. “Há crianças que fazem uso do facebook sem regras de segurança e isto cria campos de uso e contacto abusivo com riscos”, chegou a constatar.

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