Internet grátis com sinal “offline” na Lajeosa e Aldeia das Dez

 

Aceder à internet grátis, sem fios, disponibilizada no concelho de Oliveira do Hospital, no âmbito do projeto “Oliveira Online” tem-se revelado numa verdadeira dificuldade para muitos utilizadores.

Que o digam os oliveirenses residentes nas consideradas “zonas sombra”, onde o sinal de internet nem chega a dar “sinal de vida” e, outros que, frequentemente, se vêem a braços com as falhas decorrentes de avarias nas antenas transmissoras, estrategicamente, localizadas nas sedes das 21 juntas de freguesia do concelho de Oliveira do Hospital.

Tal realidade é a que está a acontecer mesmo às portas da cidade de Oliveira do Hospital, na freguesia da Lajeosa, onde os 13 subscritores do serviço de internet grátis estão, desde há mais de três meses, privados de aceder ao mundo global.

Uma realidade que foi confirmada pelo próprio presidente da Junta de Freguesia que, ao correiodabeiraserra.com, informou que o equipamento localizado na junta de freguesia “tem dado muitos problemas”.

Pese embora a evidente insatisfação decorrente de tal facto, Paulo Sérgio Brito garantiu que o problema está em fase de resolução e que a antena foi retirada do local, devendo ser substituída por um equipamento provisório ainda no decorrer desta semana, até que seja instalada a antena devidamente arranjada.

Ainda que nunca tenha sido abordado pelos subscritores acerca do problema que se arrasta há vários meses, o autarca admite que a situação causa transtornos aos utilizadores do serviço, até porque alguns deles investiram numa antena recetora do sinal.

“Até hoje não sei qual o fim que foi dado à antena”

Sem solução à vista está, contudo, o caso da freguesia de Aldeia das Dez, considerada “zona sombra” e de onde a antena transmissora foi retirada “há mais de um ano”. Um problema a que a própria Junta de Freguesia não sabe dar resposta, já que, segundo a presidente Sónia Madeira, a antena transmissora foi retirada pelos técnicos de informática da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, acabando por nunca ser reposta.

“Até hoje não sei qual o fim que foi dado à antena”, contou a autarca, referindo que, na ocasião em que foi retirada, “a antena não funcionava” e na freguesia “nunca houve uma boa recepção do sinal de internet grátis, porque a antena estava localizada na sede da junta, que se situa num ponto extremamente baixo”.

A este diário digital, Sónia Madeira lamenta que a freguesia não esteja a beneficiar de um serviço que se destina à totalidade das 21 freguesias do concelho, mas assegura que a lacuna está a ser colmatada com o bom funcionamento do espaço internet localizado na Casa do S.

“Manter o sistema e prestar um serviço útil e funcional”

A tomar conta de um projeto que herdou do executivo anterior, o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital admite as falhas inerentes ao “Oliveira online”, mas lembra que as mesmas já estavam previstas aquando do seu lançamento.

José Francisco Rolo recorda que está em causa um projeto pensado para disponibilizar internet grátis às populações, mas que assenta num protocolo estabelecido com as juntas de freguesia e que as obriga a algum investimento na manutenção.

O vice-presidente da autarquia oliveirense fala, contudo, de uma boa articulação entre as autarquias locais e a Câmara Municipal na resolução de problemas que vão surgindo, informando que, por vezes, o município “empresta” equipamento até que o original seja reparado.

O facto de as antenas transmissoras se localizarem no exterior das juntas de freguesia e estarem sujeitas à intempérie é para José Francisco Rolo a principal causa das frequentes avarias.

A aguardar pelos resultados de uma avaliação ao funcionamento do projeto “Oliveira Online”, José Francisco Rolo identifica Aldeia das Dez e Vila Pouca da Beira como as freguesias com maiores falhas na receção do sinal.

“Em Aldeia das Dez a antena foi retirada há mais de um ano, porque não recebia sinal devido à má localização da Junta de Freguesia”, explicou o responsável, garantindo porém que “da parte do município há intenção de manter e melhorar o sistema”. Segundo adiantou, o município tem investido na resolução de problemas e até é frequente a deslocação de técnicos informáticos da autarquia às sedes das juntas para resolução de problemas e até reorientação de antenas.

Numa análise aos números, o “Oliveira Online” conta com 2580 utilizadores, sendo que, em média, apenas 105 o fazem diariamente, num total de 302 utilizações. “O grau de utilização não é o desejável”, observou José Francisco Rolo, lembrando porém que o “Oliveira online” padece da “concorrência direta de subscrição de outros serviços de internet”. O vice-presidente da autarquia tranquiliza, contudo, os utilizadores garantindo que “o objetivo é manter o sistema e prestar um serviço útil e funcional”.

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