Investigador considera “dramática” a progressão do Nemátodo na região Centro

… do NemaLab, congénere do Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas (ICAM) da Universidade de Évora, especialista do nématodo da madeira do pinheiro, que integrou a delegação que acompanhou a CAULE numa visita pelas zonas mais afectadas da região centro.

Em declarações à Agência Lusa, Manuel Mota sublinhou que “ao longo do IP3, entre Coimbra e Tábua”, foi possível verificar “um conjunto de árvores em declínio, com sintomas característicos da doença”. O investigador denunciou ainda um cenário mais grave, reportando-se ao caso concreto de Mouronho, na Serra do Açor onde – como referiu – “há uma autêntica situação de descalabro”.

A visita realizada ontem à tarde incluiu paragens em vários pinhais dos concelhos de Penacova, Tábua, Arganil e Oliveira do Hospital, contando com a participação de diversos investigadores universitários, técnicos e dirigentes de associações florestais. Na ocasião, o presidente executivo da CAULE, Vasco Campos considerou “imperativa” a intervenção do Estado no apoio em prol dos proprietários florestais afectados “para que seja possível atenuar os efeitos da doença”. Não deixou ainda de sublinhar que os pinhais em condições mais críticas são os que estão contíguos a pinhais de proprietários ausentes, ou os que confrontam com pinhais cujos proprietários – a maioria idosos – não têm grandes meios para agir e fazer face ao problema. Na opinião de Vasco Campos, a intervenção do Estado deve passar pela ajuda ao corte das árvores e não por indemnizar os proprietários. Denunciou ainda que “desde Abril, a intervenção foi nula” e foi peremptório ao afirmar que “se nada se fizer” o problema “vai espalhar-se pelo país”.

O foco de Nemátodo da Madeira do Pinheiro foi detectado em 1999 na Península de Setúbal e, em Abril deste ano voltou a ser encontrado em pinhais da Lousã e Arganil, no distrito de Coimbra.

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